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Maysa Polcri
Wendel de Novais
Publicado em 13 de março de 2026 às 13:33
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para avaliação. A informação foi confirmada em boletim médico do hospital DF Star, em Brasília, e divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O ex-presidente deixou a Papudinha, onde cumpre pena, às pressas após crise de vômito, na manhã desta sexta-feira (13). >
Segundo o boletim médico, Bolsonaro deu entrada no hospital após apresentar febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. "Foi submetido a exames de imagens e laboratoriais que confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa", dizem os médicos. >
"No momento encontra-se internado em unidade de terapia intensiva, em tratamento com antibioticoterapia venosa e suporte clínico não invasivo", acrescenta o boletim. >
Veja a cela em que Bolsonaro ficará preso na Papudinha
Mais cedo, em uma publicação nas redes sociais, Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, relatou os primeiros sinais do mal-estar do pai. "Acabo de receber a notícia de que meu pai Jair Bolsonaro está a caminho do hospital, mais uma vez Informações preliminares de que acordou com calafrios e vomitou bastante", escreveu o senador. O Corpo de Bombeiros recebeu o chamado para atender Bolsonaro por volta das 7h40. >
Ele está preso desde janeiro deste ano na sala de Estado Maior do 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.>
O quadro é caracterizado quando substâncias que deveriam seguir pelo sistema digestivo acabam entrando nas vias respiratórias. Isso pode acontecer com vômito, saliva, alimentos ou líquidos que, em vez de seguirem para o estômago, são direcionados para os pulmões. >
Quando isso acontece, o material aspirado pode causar irritação nas vias respiratórias e até provocar infecções pulmonares, como pneumonia aspirativa. O risco depende principalmente da quantidade aspirada e da condição de saúde da pessoa. Em casos leves, o organismo consegue eliminar o material e o paciente se recupera sem complicações.>
Já em situações mais graves, a substância pode bloquear parcialmente as vias respiratórias ou desencadear inflamações que dificultam a respiração. Por isso, pacientes com suspeita de broncoaspiração costumam passar por exames, incluindo avaliação pulmonar e exames de imagem, para verificar se houve comprometimento das vias respiratórias.>
Entre os sintomas que podem aparecer após uma broncoaspiração estão tosse intensa, falta de ar, chiado no peito, febre e dificuldade para respirar. Em casos mais severos, pode ocorrer insuficiência respiratória. Embora a condição possa evoluir para quadros graves, especialistas destacam que o risco fatal não é regra.>