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Brasileiros que aderirem ao Desenrola não vão poder apostar em bets

Apostas em bets serão proibidas para brasileiros que aderirem ao Desenrola 2.0

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 1 de maio de 2026 às 08:39

Bet
Bet Crédito: Shutterstock

Em pronunciamento em cadeia nacional na noite de quinta-feira (30), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou um novo pacote de medidas voltado a brasileiros endividados e colocou as apostas on-line no centro do discurso. Ao longo de cerca de sete minutos, ele confirmou o lançamento do Novo Desenrola Brasil, previsto para a próxima segunda-feira (4), e anunciou que participantes do programa ficarão impedidos de acessar plataformas de apostas por um ano.

Segundo Lula, a iniciativa busca aliviar o orçamento das famílias. “para ajudar a resolver a vida financeira das famílias endividadas”, afirmou. O programa permitirá a renegociação de débitos como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, rotativo e até o Fies, com juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que podem chegar a 90%. Também será possível sacar até 20% do saldo do FGTS.

Ao tratar das apostas esportivas, o presidente adotou um tom mais duro. “Quem aderir ao Novo Desenrola Brasil ficará bloqueado por um ano em todas as plataformas de apostas on-line”, disse. Ele também responsabilizou a expansão recente do setor por impactos negativos nas finanças das famílias. “Não foi nosso governo que deixou as bets entrarem no Brasil, mas é o nosso governo que vai colocar um limite à destruição que elas vêm causando”, declarou.

Assíria Macêdo por Reprodução

O discurso foi direcionado ao Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio, e incluiu a defesa de mudanças nas relações de trabalho. Lula citou o projeto enviado ao Congresso Nacional que prevê a redução da jornada semanal para até 40 horas, com dois dias de descanso e sem corte salarial. A proposta, segundo ele, enfrenta resistência histórica de setores mais ricos da sociedade, mas tende a fortalecer a economia ao ampliar o bem-estar dos trabalhadores.

O presidente também mencionou o cenário internacional, apontando que conflitos no Oriente Médio têm pressionado os preços do petróleo e, consequentemente, o custo de vida. Ele afirmou que o governo adotou medidas para conter os efeitos no Brasil, como a retirada de impostos sobre combustíveis.

Ao fazer um balanço da gestão, Lula destacou indicadores econômicos e ações sociais, incluindo queda da inflação, redução do desemprego, valorização do salário mínimo, mudanças no Imposto de Renda, antecipação do 13º para aposentados, ampliação da licença-paternidade e políticas voltadas ao custo de energia e gás de cozinha.

Encerrando a fala, o presidente afirmou que o governo seguirá atuando para melhorar as condições de vida da população, apesar de resistências. Disse ainda que mantém confiança “na força de quem levanta cedo, enfrenta dificuldades, cultiva esperança e nunca desiste dos seus sonhos” e reforçou a mensagem de apoio aos trabalhadores brasileiros.