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"Cantava musiquinha pra ela": família adotiva detalha como cuidou da mulher de 37 anos que fingiu ser adolescente de 12

Mulher acolhida como adolescente alegava histórico de abusos, usava chupeta e mantinha comportamentos infantilizados

  • Foto do(a) author(a) Wendel de Novais
  • Wendel de Novais

Publicado em 4 de junho de 2026 às 13:03

Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano
Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano Crédito: Reprodução

O desabafo de uma mulher identificada como Renata resume o sentimento da família que descobriu ter sido enganada por uma mulher de 37 anos que se apresentava como uma adolescente de 12. Presa nesta semana em Joinville, Santa Catarina, a suspeita confessou ter vivido sob uma identidade falsa e agora é investigada por crimes como estelionato e falsa identidade.

A história chamou a atenção pela forma como a mulher conseguiu construir vínculos afetivos profundos com as pessoas que a acolheram. Segundo a Polícia Civil, ela se aproximava de famílias e instituições alegando ser vítima de violência e exploração sexual. A narrativa despertava compaixão e abria caminho para que fosse recebida como uma adolescente em situação de vulnerabilidade.

Mulher de 37 anos finge ser adolescente de 12 e engana família por mais de um ano por Reprodução

Foi o que aconteceu com Renata. Sensibilizada pela história apresentada pela suposta menina, ela passou a oferecer cuidados que normalmente seriam destinados a uma criança. "Eu fazia mamadeira para ela, eu dava chupeta, eu fazia ela dormir. Eu cantava musiquinha para ela. Gente, que vergonha", contou Renata

"Eu fazia mamadeira para ela, eu dava chupeta, eu fazia ela dormir. Eu cantava musiquinha para ela. Gente, que vergonha", contou. As investigações apontam que a suspeita sustentava a personagem por meio de uma série de comportamentos infantilizados. Ela afinava a voz, dizia ter transtornos de saúde e apresentava crises emocionais que reforçavam a imagem de fragilidade.

O uso de chupeta e mamadeira fazia parte da encenação. Ao longo do tempo, a relação ultrapassou o acolhimento inicial. A mulher conquistou a confiança e o afeto das pessoas ao redor, criando laços familiares que tornaram a descoberta ainda mais dolorosa.

"Ela me conquistou", resumiu Renata. A prisão ocorreu após o aprofundamento das investigações, que revelaram inconsistências na história apresentada pela suspeita. Segundo a polícia, ela já teria adotado estratégias semelhantes em outros estados brasileiros antes de chegar a Santa Catarina.

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Mulher de 37 Anos Finge ser Adolescente de 12 E Engana Família por Mais de um ano