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Perla Ribeiro
Publicado em 4 de junho de 2026 às 12:12
O senador Romário (PL-RJ) surpreendeu aliados e provocou repercussão no meio político ao anunciar que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A decisão coloca o ex-jogador em rota de colisão com a posição predominante dentro do Partido Liberal (PL) e da bancada de oposição no Senado. >
Além de declarar apoio à proposta, Romário também pediu a retirada de sua assinatura de uma PEC alternativa apresentada pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). O texto defendido por parte da oposição propõe um modelo de contratação baseado em horas trabalhadas, visto por críticos como uma alternativa ao debate sobre o fim da escala 6x1.>
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A mudança de posicionamento foi anunciada pelo senador nas redes sociais. Em sua publicação, Romário afirmou que reconsiderou seu apoio à proposta alternativa após avaliar a reação de trabalhadores e da opinião pública. “Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro. E, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela. Digo e repito: meu lado sempre foi e sempre será o do trabalhador brasileiro”, escreveu o parlamentar.>
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Mudança de posição gera repercussão>
A decisão chamou atenção porque Romário havia assinado anteriormente a PEC defendida por Rogério Marinho, que vinha sendo apresentada como uma alternativa ao texto que busca acabar com a jornada de seis dias de trabalho para apenas um de descanso. No pedido encaminhado à presidência do Senado, o senador afirmou que decidiu retirar sua assinatura diante das dúvidas e interpretações geradas em torno da proposta.>
Segundo ele, a medida foi tomada para preservar a coerência de seu posicionamento e garantir um debate mais amplo sobre mudanças que possam melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros. A manifestação ocorreu em meio ao crescimento da pressão popular em torno da discussão sobre a escala 6x1, tema que ganhou força nas redes sociais, mobilizou movimentos trabalhistas e passou a ocupar espaço central no debate político nacional.>
A proposta em discussão busca reduzir a jornada semanal de trabalho e acabar com o modelo em que o trabalhador atua durante seis dias consecutivos para ter apenas um dia de descanso. Defensores da medida argumentam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida, ampliar o tempo de convivência familiar e reduzir impactos físicos e emocionais causados por jornadas consideradas excessivas.>
Já os críticos afirmam que a alteração pode gerar aumento de custos para empresas e provocar impactos em setores que dependem de mão de obra contínua. O tema ainda divide parlamentares, empresários e representantes dos trabalhadores.>
Romário se distancia da estratégia do PL>
O posicionamento do senador é visto como um movimento que o distancia da estratégia adotada por parte da oposição no Congresso. Nos últimos dias, parlamentares ligados ao tema vinham cobrando publicamente uma definição de Romário sobre a proposta. A expectativa era justamente saber se ele manteria apoio à PEC alternativa ou se acompanharia a crescente mobilização favorável ao fim da escala 6x1.>
Ao anunciar seu voto, o ex-atacante da seleção brasileira passou a integrar o grupo de parlamentares que defendem a análise da proposta principal no Senado, aumentando a pressão sobre a Casa para avançar com a discussão nos próximos meses. A declaração também ganhou destaque por partir de um senador filiado ao PL, partido que abriga parte significativa da oposição ao governo federal e que, até então, vinha demonstrando maior alinhamento com a proposta alternativa apresentada por Rogério Marinho.>
Com a mudança de posição de Romário, o debate sobre o futuro da jornada de trabalho no Brasil ganha um novo capítulo e reforça a pressão política em torno de uma das pautas trabalhistas mais discutidas do país atualmente.>