Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

Com 99 anos, idoso responde a 3 mil processos e é alvo de operação da PF

Homem trabalhou em conglomerado empresarial, que está em recuperação judicial

  • Foto do(a) author(a) Da Redação
  • Da Redação

Publicado em 20 de maio de 2024 às 09:03

Francisco de Jesus Penha
Francisco de Jesus Penha Crédito: Reprodução/TV Globo

O economista e advogado aposentado Francisco de Jesus Penha, de 99 anos, responde a cerca de 3 mil processos na Justiça. Por conta disso, ele já sofreu bloqueio da conta bancária, foi alvo de buscas em operação da Polícia Federal e precisou vender a casa própria. O homem trabalhou para o Grupo João Santos, que está em recuperação judicial, e as ações são todas ligadas a dívidas da empresa. As informações são do g1. 

Os processos judiciais contra o aposentado foram movidos em 17 estados. O idoso provou a inocência em alguns casos e está recorrendo em outras. Ele chegou a ser envolvido em mais de 5 mil ações no total, segundo a defesa.

Em 2021, Francisco foi um dos alvos da Operação Background, da Polícia Federal, que investigava o Grupo João Santos por dívida tributária de R$ 8,6 bilhões e por lavagem de dinheiro.

"Fui acordado às 5h30, na minha casa, com uma [operação de] busca e apreensão. Vasculharam tudo. [...] Muita coisa da minha mulher, ela tinha morrido... Ver as roupas dela serem revistadas...", disse o aposentado em entrevista à TV Globo.

Em 2018, ele tentou usar um cheque para fazer um pagamento, mas o cheque foi devolvido. "Fui ao banco para saber. Uma intimação judicial. Aí examinei, e era da Justiça de Palmas, Tocantins. ICMS, dívida trabalhista", afirmou. Francisco contou ao g1 que pediu demissão porque, ao menos desde o início dos anos 2000, já avisava sobre as irregularidades na contabilidade do grupo, mas os problemas não eram resolvidos.

A atual administração do Grupo João Santos informou que as dívidas do grupo geradas até 2022 estão sob efeito da recuperação judicial e pagas dentro dos prazos.