Com discurso em tom conciliador, Jaques Wagner assume Casa Civil

"Vou tentar, à frente da Casa Civil, repetir aquilo que considero que foi exitoso à frente do governo do estado da Bahia"

Publicado em 7 de outubro de 2015 às 13:00

- Atualizado há 10 meses

Com um tom conciliador, o ex-ministro da Defesa e ex-governador da Bahia Jaques Wagner assumiu nesta quarta-feira (7) o comando da Casa Civil no lugar de Aloizio Mercadante, que passa a ser o ministro da Educação. Em discurso de transmissão do cargo, Wagner negou o status de “superministro” e de “salvador da pátria”, disse que pretender trabalhar em equipe e buscar o diálogo com os que apoiam o governo e também com a oposição.

“Vou tentar, à frente da Casa Civil, repetir aquilo que considero que foi exitoso à frente do governo do estado da Bahia: entender as nossas diferenças e compreender a riqueza da pluralidade, que é própria da democracia”, discursou o Wagner. O petista fez um pedido para que todos coloquem as “diferenças menores de lado” em prol da superação do momento de crise enfrentado no país.(Foto: Arquivo)“Não creio que nenhuma interrupção na democracia, na naturalidade da democracia possa contribuir para melhorar o país que queremos. É preciso ter serenidade para que a gente possa enfrentar esse momento e fazer aquilo que a nossa gente precisa”.

O novo ministro da Casa Civil prometeu estar aberto ao diálogo e ser um colaborador para o trabalho dos demais ministros. “Felizmente, estamos completando 30 anos de democracia ininterrupta e considero que essa é a conquista maior do povo brasileiro. Viver na democracia é conviver na diversidade. Não tenho dúvida que essa seja a marca maior da minha trajetória política: a humildade, a abertura ao diálogo, tendo posições firmes, mas sempre sabendo submetê-las ao confronto de ideias”.

Jaques Wagner reconheceu que o Brasil enfrenta um momento de dificuldades econômica e política e uma crise ética, mas que os problemas atuais contribuirão para que o país melhore suas as relações entre o público e o privado. “Não tenho dúvida que todo o sofrimento que estamos passando vai fazer brotar um Brasil mais maduro na sua democracia e melhor na sua relação público/privada – que precisa ser mais transparente”.