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Millena Marques
Publicado em 15 de abril de 2026 às 10:21
O desembargador Magid Nauef Láuar, afastado das funções em fevereiro após denúncias de crimes sexuais, recebeu mais de R$ 120 mil líquidos em março de 2026. Os dados foram retirados do Portal da Transparência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). >
O teto constitucional é de R$ 46.366,19, mas inclui verbas que, de acordo com o tribunal, são legalmente excluídas desse limite.>
Desembargador Magid Nauef Láuar
O caso do desembargador Magid repercutiu nacionalmente após ele absolver um homem de 35 anos por estupro de vulnerável contra uma menina de 12 no Triângulo Mineiro.>
De acordo com as informações do portal de transparência, o total bruto de dinheiro público gasto com o magistrado no mês foi de R$ 139.874,61, sendo que desses:>
- O salário-base (subsídio) corresponde a R$ 41.845,49;>
-- Outros R$ 86.692,01 foram pagos em verbas como vantagens pessoais, adicionais por tempo de serviço, quintos e benefícios decorrentes de decisões judiciais ou administrativas, além de abono de permanência;>
- Há ainda R$ 11.337,11 referentes a auxílios, como alimentação, transporte e saúde;>
- Descontos de imposto de renda retido na fonte e de previdência somaram R$ 19.013,28.>
Em nota enviada ao g1 Minas, o TJ-MG disse que a remuneração dos magistrados é limitada pelo teto constitucional, mas que pagamentos eventuais que ultrapassam esse valor estão relacionados a verbas de natureza indenizatória ou a valores retroativos, que não entram no cálculo do teto.>