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Carol Neves
Publicado em 15 de abril de 2026 às 11:46
A prisão de Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei, durante uma operação da Polícia Federal que investiga um esquema de lavagem de dinheiro superior a R$ 1,6 bilhão, não é o primeiro momento em que o perfil aparece no centro de episódios ligados a investigações policiais.>
Nos últimos anos, a página já esteve associada a controvérsias envolvendo desinformação, responsabilização digital e atuação de autoridades. Veja os principais casos.>
2023: caso da jovem após notícia falsa>
Em dezembro de 2023, páginas de fofoca, entre elas a Choquei, repercutiram uma informação falsa de que Jéssica Vitória Canedo teria um relacionamento com Whindersson Nunes. O próprio humorista negou o boato publicamente.>
Após a viralização do conteúdo, a jovem passou a ser alvo de ataques nas redes sociais e tirou a própria vida dias depois. O caso provocou repercussão nacional e abriu debate público sobre responsabilidade de perfis com grande alcance digital.>
Posteriormente, a própria Choquei admitiu ter republicado o conteúdo falso e informou que retirou a postagem quando identificou a inconsistência. O episódio levou o perfil a interromper temporariamente suas publicações nas redes sociais diante da pressão pública e política por certo período.>
Em março de 2024, a Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre a morte da jovem. A investigação apontou que a própria Jéssica havia criado perfis falsos e produzido as mensagens que deram origem ao boato, posteriormente enviadas a páginas de entretenimento.>
Ba investigação, a polícia chegou a ouvir a mãe da jovem, duas amigas dela, o humorista Whindersson Nunes e representantes de três páginas de fofoca das redes sociais, incluindo a Choquei, que no final não foi responsabilizada pela divulgação do conteúdo falso.>
Prisão de dono da página>
Dono da página, Raphael Sousa Oliveira foi preso nesta quarta (15) em Goiânia durante operação da Polícia Federal contra uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro e outras transações ilegais.>
Segundo a investigação, os suspeitos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou qual seria a participação específica de Raphael a no esquema. O advogado do influenciador afirmou que ainda não tem detalhes sobre a acusação e deve se manifestar durante o dia, segundo o portal G1.>
A operação representa a primeira vez em que o administrador do perfil é alvo de prisão no âmbito de uma investigação criminal de grande porte. Na mesma ação, foram presos os cantores Poze do Rodo e MC Ryan SP. >