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Mariana Rios
Publicado em 4 de maio de 2026 às 16:36
O principal suspeito de matar a estudante brasileira Julia Vitoria Sobierai Cardoso foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira (4), em São Luís (MA). Vitor Rangel Aguiar, de 27 anos, ex-namorado da vítima, se apresentou à Polícia Civil acompanhado de advogados, foi ouvido e, em seguida, encaminhado ao sistema prisional.>
Julia, de 23 anos, cursava medicina no Paraguai e foi encontrada morta no dia 24 de abril, no apartamento onde morava, em Ciudad del Este. Segundo as investigações, ela foi atacada com dezenas de golpes de arma branca. Natural de Santa Catarina, a jovem vivia no país vizinho para estudar. As informações são do Estadão.>
De acordo com a polícia paraguaia, o corpo foi localizado por uma colega de apartamento, que relatou ter ouvido uma discussão no quarto pouco antes do crime. Ao questionar o que acontecia, recebeu a resposta de que o barulho vinha de outro local. No imóvel, investigadores encontraram marcas de sangue e sinais de luta.>
O relacionamento entre vítima e suspeito havia terminado há cerca de quatro meses. Ainda segundo a apuração, ele tentava reatar o namoro e, após o crime, teria retornado ao Brasil, passando a ser considerado foragido pelas autoridades paraguaias.>
O caso é investigado de forma conjunta por Brasil e Paraguai. No país vizinho, o Ministério Público denunciou o suspeito por feminicídio. Já no Brasil, a Polícia Civil conduz um inquérito paralelo.>
Especialistas apontam que, embora o crime tenha ocorrido em território paraguaio, a Justiça brasileira também pode atuar. Isso porque a legislação permite julgar brasileiros por crimes cometidos no exterior, desde que algumas condições sejam cumpridas — entre elas, o fato de o suspeito estar no país.>
Outro fator decisivo é que o Brasil não extradita cidadãos natos. Na prática, isso pode fazer com que o julgamento ocorra em território brasileiro, mesmo com a investigação tendo origem no Paraguai.>
A cooperação entre os dois países deve incluir troca de provas e informações, em um esforço conjunto para responsabilizar o suspeito pelo crime.>