Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Wendel de Novais
Publicado em 25 de março de 2026 às 10:39
O governo federal apresentou uma proposta que pode mudar a forma de remuneração de motoristas e entregadores por aplicativo no Brasil. Um grupo de trabalho criado para discutir a regulamentação da categoria sugeriu o pagamento mínimo de R$ 10 por corrida, além de um adicional de R$ 2,50 por quilômetro em viagens que ultrapassem 4 km. As informações são do g1. >
Outro ponto central do relatório é a mudança nas chamadas entregas agrupadas — quando um mesmo trabalhador realiza múltiplas entregas em um único trajeto. A proposta defende que o pagamento seja feito de forma integral por cada pedido entregue, prática que contraria o modelo atual adotado por plataformas digitais, que costumam reduzir custos com esse tipo de operação.>
As entregas em rota compartilhada são amplamente utilizadas pelas empresas para otimizar a logística, mas estão entre as principais queixas de entregadores, que alegam prejuízo na remuneração.>
MPT quer que iFood arque com INSS de entregadores
O documento foi construído por um grupo que reúne representantes da categoria e integrantes de sete ministérios do governo federal. A proposta tramita na Câmara dos Deputados e busca apresentar alternativas ao modelo atual de trabalho por aplicativos.>
“Eu diria para você que hoje é um dia histórico, porque pela primeira vez no Brasil os trabalhadores por aplicativo, motoristas de Uber, estão sendo enxergados e tirados da invisibilidade”, afirmou o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP).>
O parecer também aponta que o valor mínimo sugerido atende a uma demanda antiga dos trabalhadores, enquanto o adicional por quilômetro “aprimora a justiça remuneratória”.>
“Essas mentiras que levam desinformação para a sociedade, que dizem que quando estamos defendendo ganho para os motoristas estamos defendo a taxa, essas mentiras servem às plataformas. Apesar do ambiente de fake news, envenenar o debate público, nosso governo vai permanecer firme ao lado dos trabalhadores”, afirmou Boulos.>
O caso foi registrado por um grupo de trabalho do governo federal e segue em tramitação na Câmara dos Deputados.>