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Millena Marques
Publicado em 13 de março de 2026 às 11:50
Uma jovem autista de 28 anos foi estuprada na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio, após aceitar carona de um homem enquanto passava por uma crise. O caso aconteceu há duas semanas. O homem foi preso quarta-feira (11). >
No relato, a vítima contou que seguia em direção ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, onde costuma receber atendimento durante crises. A jovem é autista nível 2 suporte. As informações são do g1 Rio de Janeiro. >
“Eu estava muito mal, estava em crise. E aí, eu estava completamente desorientada e eu fugi de casa para ir, porque no Hospital Lourenço Jorge eles normalmente me acolhem”, contou a jovem.>
Na noite em que o crime ocorreu, a jovem havia sido de casa sozinha e ficou mais de uma hora dentro de um ônibus. O estado emocional dela piorou. Foi quando decidiu fazer o trajeto andando. >
“Comecei a ficar mais em crise ainda, mais angustiada, mais nervosa. Pensei na minha cabeça que eu achava melhor ir a pé”, disse.>
A jovem relatou que o homem, identificado como Gabriel Lessa Messa, se aproximou dela em um posto de combustíveis na Avenida das Américas. Ela disse que usava um cordão e um crachá de identificação de autistas, além de contar para o suspeito que estava tentando chegar ao hospital porque vivia uma crise. >
“Eu falei que era autista que estava tendo uma crise e estava tentando chegar ao hospital porque eu estava me sentindo muito mal, e ele pareceu muito compreensivo. Ele falou que entendia um pouco de autismo e que era muito ruim estar em crise, se ele poderia me oferecer uma carona para me levar ao hospital. Eu só aceitei a carona”, disse a vítima.>
De acordo com a jovem, ele a levou até a Praia da Reserva, onde o crime ocorreu. “Aí, ele ficou dirigindo um tempo, parou o carro e eu falei que eu não queria descer, mas ele falou: 'vamos, você vai se sentir melhor'. Ele pegou minha mão, e a gente foi para praia. E aí, ele me machucou lá na areia da praia”, contou a mulher.>
Depois, o suspeito deixou a jovem no hospital e fugiu. “Assim que eu cheguei lá, eu saí correndo e falei para a primeira pessoa que eu vi: ‘me ajuda, me ajuda, me ajuda que eu fui estuprada’. Aí, eles me levaram para [a Maternidade] Leila Diniz e começaram os trâmites para cuidar de vítimas de violência sexual”, afirmou a mulher.>