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Da Redação
Publicado em 11 de março de 2016 às 16:29
- Atualizado há 3 anos
Em decisão tomada na noite de quinta-feira (10), o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou liberdade ao marqueteiro João Santana, responsável pelas três últimas campanhas para presidência do PT, e à esposa dele, a jornalista Mônica Moura, presos na Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato.>
Segundo O desembargador João Pedro Gebran Neto, há indícios de que o casal recebeu dinheiro do esquema do petrolão e, caso sejam colocados em liberdade, podem destruir provas colhidas nas investigações. O magistrado disse ainda que nem mesmo o início da Operação Lava Jato, em 2014, fez com que o casal deixasse de receber dinheiro de empreiteiras em contas no exterior.(Foto: Divulgação/Cíntia Reis)"Sequer a instauração de várias ações penais, com diversas ordens de prisão, inibiu o paciente e os demais envolvidos, de onde é possível supor a impossibilidade de desagregação do grupo criminoso sem a segregação cautelar dos envolvidos", disse Gebran Neto em decisão.>
Ainda de acordo com o desembargador, Santana e Mônica não conseguiram comprovar a origem do dinheiro depositado nas contas no exterior, nem afastar os indícios de envolvimento com corrupção que está sendo investigada. >
João Santana e Mônica Moura foram presos temporariamente no dia 23 de fevereiro, após retornarem da República Dominicana. No dia quatro de março, o juiz Sergio Moro decretou a detenção preventiva do casal, com isso, não há prazo para que eles sejam soltos.>
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