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Esther Morais
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 08:48
A mãe de Eliza Samudio, Sônia Moura, se manifestou publicamente pela primeira vez após a divulgação de que o passaporte da filha teria sido encontrado em Portugal. Em um texto publicado na terça-feira (6), ela fez um desabafo marcado por dor, indignação e críticas à forma como o caso vem sendo tratado. >
Na publicação, Sônia afirmou que a repercussão do assunto reabre feridas profundas e ainda não cicatrizadas. “Tudo o que tenho a dizer, neste momento, vem de um lugar de profunda dor e exaustão emocional”, escreveu.>
Passaporte de Eliza Samudio
Sônia Moura reforçou que Eliza está morta e que essa é uma realidade com a qual convive diariamente. “Minha filha está morta. E essa é uma frase que nenhuma mãe deveria repetir todos os dias para si mesma”, declarou, ao afirmar que a exposição do nome e da imagem de Eliza causa ainda mais sofrimento. Para ela, a jovem não pode ser reduzida a uma manchete. “Minha filha tinha uma história, sonhos, um sorriso”, ressaltou.>
No texto, a mãe também criticou duramente o que classificou como exploração da memória da filha para gerar audiência. “Dói ainda mais ver a imagem da minha filha sendo usada como se fosse um instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama. Cada exposição desnecessária reabre a ferida, aumenta o vazio e transforma a saudade em revolta”, afirmou.>
Pertences de Eliza Samudio
Sônia apontou ainda que a versão divulgada sobre o passaporte apresenta inconsistências. Segundo ela, há lacunas, coincidências e pontos que não se encaixam. “Não acredito que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Há fatos mal explicados, perguntas sem respostas”, declarou. Para a mãe de Eliza, essas falhas na narrativa não são detalhes, mas elementos que intensificam a angústia de quem vive um luto permanente.>
Ao final do desabafo, Sônia Moura afirmou que opta, neste momento, pelo silêncio como forma de preservar sua saúde emocional e a da família. No entanto, garantiu que seguirá cobrando respostas das autoridades. “Vou exigir todas as respostas que ainda não foram dadas. Minha filha merece respeito, verdade e justiça”, concluiu.>