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Mãe de jovem morto por menor em assalto lutará para mudar leis

A família da advogada e um grupo de amigos participam amanhã, às 10h, de uma manifestação pedindo as mudanças na legislação

  • D
  • Da Redação

Publicado em 12 de abril de 2013 às 22:23

 - Atualizado há 3 anos

Folhapress

A advogada trabalhista Marisa Riello Deppman, 49, mãe do estudante Victor Hugo Deppman, 19, assassinado na terça-feira em São Paulo, disse que quer transformar sua dor em combustível de uma luta para mudar a legislação brasileira. Ela lutará para a mudança do Código Penal e do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), entre outras leis. A redução da maioridade penal é um dos pontos que defende.

“Tem que mudar o que está aí. Não dá mais conviver com essa insegurança. Não dá para achar que a insegurança é uma coisa normal e que deve estar no nosso dia a a dia. Isso é anormal. Não precisamos conviver com isso.” Ontem, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin defendeu endurecimento das punições a menores infratores, cujo tempo máximo de internação é de três anos segundo o ECA. “É um absurdo uma pessoa que pode votar com 16 anos não responder pelos seus atos nessa mesma idade”, diz Marisa.

Para ela, alterações legais impediriam, por exemplo, que uma pessoa condenada a 30 anos de prisão consiga a liberdade após cinco ou seis anos cumprindo a pena. “Cinco ou seis anos não vão pagar pela vida do meu filho. Nunca mais vou poder abraçar meu filho. E esse animal que matou meu filho não vai ficar nem três anos preso.” E continua. “Duvido que ele cumpra um ano. Vai estudar, se engajar em movimento religioso dentro da fundação. Depois, vai voltar para o nosso bairro e praticar o mesmo crime.”

O filho da advogada foi morto na noite da última terça com um tiro no portão do prédio em que a família mora no Belém, zona leste da capital. O criminoso roubou o celular e atirou na cabeça dele após pegar o aparelho. Victor não reagiu ao assalto.O adolescente suspeito de matá-lo, que hoje fez 18 anos, foi internado na Fundação Casa (antiga Febem).

Victor Hugo (à esquerda) foi morto na porta de casa por adolescente de 17 anos

Insegurança Marisa diz também que, para ela, não é só quem que puxou o gatilho o responsável pela morte de seu filho. “O governador e o secretário de Segurança são tão culpados quanto [o homem que atirou]”, diz. “Pago meus impostos em dia e gostaria que fosse mostrado onde estão os investimentos em segurança, em educação, em saúde.”

A mãe de Victor diz que já conseguiu apoio de representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e do Judiciário para sua luta. Ela reclama não ter recebido apoio de órgãos governamentais. “Não recebi nenhuma mensagem, nem de email, em solidariedade à minha dor.” A família da advogada e um grupo de amigos participam amanhã, às 10h, de uma manifestação pedindo as mudanças na legislação. A concentração será em frente à igreja do Largo São José do Belém, no Belém. Procurado, o governo Alckmin não fez comentários sobre as afirmações