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Morre aos 92 anos Manoel Carlos, autor das famosas 'Helenas' das novelas da Globo

Roteirista estava internado com Parkinson

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 10 de janeiro de 2026 às 20:01

Manoel Carlos em 2016
Manoel Carlos em 2016 Crédito: Estevam Avellar/Globo

O escritor e dramaturgo Manoel Carlos faleceu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família, que não divulgou a causa da morte. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, em tratamento contra a Doença de Parkinson, que nos últimos anos comprometeu seu desenvolvimento motor e cognitivo.

Em nota, a família afirmou: "A família agradece as manifestações de carinho e solicita respeito e privacidade neste momento delicado". O velório será fechado, reservado a familiares e amigos próximos.

Conhecido pelo público como Maneco, ele deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou em várias de suas obras. Manoel teve outros três filhos que já faleceram: o dramaturgo Ricardo de Almeida, o diretor Manoel Carlos Júnior e o estudante de teatro Pedro Almeida.

Baila Comigo (1981) por Divulgação

Helenas, Rio de Janeiro e dramas familiares

O legado de Manoel Carlos está profundamente ligado às “Helenas”, personagens que marcaram gerações. Desde Baila Comigo (1981) até Em Família (2014), suas heroínas retratavam mães cujos desafios e sacrifícios eram movidos pelo amor incondicional pelos filhos. Ele explicava: “Elas são aquelas mães abnegadas e ao mesmo tempo não se esquecem delas mesmas… defendem um filho até a injustiça.”

Outro traço característico de suas tramas era o Rio de Janeiro, que aparecia como cenário e quase como personagem, além da abordagem de conflitos familiares universais. “Procuro apenas fazer uma coisa verossímil. O amor se parece em todas as línguas, todos os países. O ódio, a inveja, o ciúme… tudo isso existe em qualquer família”, disse Manoel em entrevista.

Entre suas novelas mais lembradas estão Felicidade, História de Amor, Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida, Viver a Vida e Em Família. Ele também escreveu minisséries como Presença de Anita (2001) e Maysa – Quando Fala o Coração (2009).

Trajetória artística e início na TV

Nascido em São Paulo, em 1933, Manoel Carlos se considerava carioca de coração. Filho de um comerciante e de uma professora, começou a trabalhar aos 14 anos, mas desde cedo se interessou por literatura e teatro, participando do grupo de jovens “Adoradores de Minerva”, que incluía Fernanda Montenegro e Fernando Torres.

A carreira artística começou nos palcos e na TV aos 17 anos, como ator no Grande Teatro Tupi. Pouco depois, estreou como produtor e diretor e passou a escrever para programas de diversas emissoras, como TV Record, TV Itacolomi e TV Tupi. Em 1972, entrou para a TV Globo como diretor-geral do Fantástico.

Sua estreia como autor de novelas na Globo foi em 1978, com adaptações de Maria, Maria e A Sucessora. Ao longo dos anos, consolidou seu estilo voltado a histórias de família e personagens femininas fortes, muitas vezes inspiradas em sucessos da radionovela.

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Manoel Carlos