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Maysa Polcri
Publicado em 8 de maio de 2026 às 16:42
O Paraná confirmou dois casos de hantavírus, segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os pacientes são moradores das cidades de Pérola d'Oeste e Ponta Grossa. Ainda segundo a pasta, outros 11 casos continuam em investigação e 21 foram descartados. O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados.>
Nos últimos dias, um surto da doença foi registrado a bordo do navio polar MV Hondius. A embarcação, operada pela Oceanwide Expeditions, estava retida em Cabo Verde, na África, e segue agora para as Ilhas Canárias, um arquipélago espanhol, onde deve atracar nos próximos dias. >
Até o momento, três mortes foram confirmadas entre passageiros do cruzeiro, que partiu de Ushuaia em 1º de abril com 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo. Outros passageiros seguem hospitalizados em estado grave, enquanto equipes internacionais tentam identificar onde ocorreu a infecção.>
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De acordo com a Secretaria de Saúde do Paraná, o paciente de Pérola d'Oeste é um homem de 34 anos e, o de Ponta Grossa, é uma mulher de 28. O Estado afirma que a doença está sob controle no Paraná e que a rede pública de saúde monitora continuamente os casos suspeitos.>
Nesta sexta-feira (8), o jornal O Globo divulgou que o Ministério da Saúde identificou outros seis casos no país até 27 de abril. Foram dois casos em Minas Gerais; dois no Rio Grande do Sul; um em Santa Catarina e um sem unidade da federação identificada. Ao total, seriam oito confirmações da doença no país. O CORREIO entrou em contato com a pasta sobre os dados e aguarda retorno. >
Segundo o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda, cuja infecção em humanos, no Brasil, se apresenta na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. Na fase inicial, a doença causa sintomas como febre, dor nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais.>
Na fase cardiopulmonar, mais grave, os pacientes podem apresentar dificuldade para respirar, respiração acelerada, aceleração dos batimentos cardíacos, tosse seca e pressão baixa. Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos específicos contra o vírus.>
Por tratar-se de uma doença aguda e de rápida evolução, a hantavirose é de notificação compulsória imediata, devendo portanto, ser notificada em até 24h tanto para as Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde, quanto para o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS).>