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Argentina descarta contágio local e investiga surto de hantavírus em cruzeiro polar

Navio com passageiros de 23 nacionalidades segue para Tenerife, no arquipélago espanhol de Ilhas Canárias, após mortes, evacuações médicas e suspeita de transmissão entre humanos

  • Foto do(a) author(a) Mariana Rios
  • Mariana Rios

Publicado em 8 de maio de 2026 às 15:02

Embarcação MV Hondius tem capacidade para cerca de 170 passageiros
Embarcação MV Hondius tem capacidade para cerca de 170 passageiros Crédito: Divulgação/Oceanwide Expeditions

As autoridades sanitárias da Argentina, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), investigam a origem do surto de hantavírus registrado a bordo do navio polar MV Hondius. A embarcação, operada pela Oceanwide Expeditions, estava retida em Cabo Verde e segue agora para as Ilhas Canárias, onde deve atracar nos próximos dias.

Até o momento, três mortes foram confirmadas entre passageiros do cruzeiro, que partiu de Ushuaia em 1º de abril com 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo. Outros passageiros seguem hospitalizados em estado grave, enquanto equipes internacionais tentam identificar onde ocorreu a infecção.

A principal linha de investigação é descobrir se os passageiros passaram por áreas endêmicas da Argentina antes do embarque. Segundo autoridades argentinas, a província de Terra do Fogo não possui histórico de circulação do vírus nem dos roedores que atuam como reservatórios da doença.

"Não temos esse roedor nem nenhum dos outros reservatórios que existem em outras partes do país. Tampouco temos casos humanos no histórico epidemiológico da nossa província", afirmou Juan Facundo Petrina, diretor de Epidemiologia da Terra do Fogo, na Argentina, segundo o jornal espanhol El País.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o risco global para a saúde pública “continua baixo”, embora a organização acompanhe o caso de perto e coordene evacuações médicas junto a diferentes países (leia abaixo).

As autoridades também investigam a possibilidade de transmissão entre humanos. O ministro da Saúde da África do Sul informou que testes preliminares identificaram a cepa Andes do hantavírus em um dos pacientes transferidos para o país. Essa variante, comum na América do Sul, é a única conhecida capaz de transmissão entre pessoas.

Entre os casos confirmados está um passageiro hospitalizado na Suíça após retornar da viagem. Ele permanece isolado em um hospital de Zurique, enquanto as autoridades rastreiam possíveis contatos.

O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. A doença pode causar febre, insuficiência respiratória e pneumonia grave. Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos específicos contra o vírus.

O Hondius é o primeiro navio registrado na Classe Polar 6 do mundo, atendendo aos mais recentes e rigorosos padrões do Lloyd's Register para navios de cruzeiro reforçados para gelo por Divulgação/Oceanwide Expeditions

OMS diz que risco global segue baixo

A Organização Mundial da Saúde afirmou nesta sexta-feira (8) que o risco do hantavírus para a população em geral permanece “extremamente baixo”, apesar do surto registrado no cruzeiro MV Hondius.

O navio deve chegar na madrugada de domingo à ilha de Tenerife. A previsão é que, no mesmo dia, comecem as evacuações aéreas de passageiros e tripulantes para seus países de origem.

O alerta internacional aumentou após a confirmação da cepa Andes do hantavírus entre os casos positivos. Essa é a única variante conhecida capaz de transmissão entre humanos. Ainda assim, a OMS reforçou que o cenário está longe de uma disseminação semelhante à da covid-19.

“É um vírus perigoso, mas o risco para a população em geral continua extremamente baixo”, declarou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em Genebra. Segundo ele, houve casos em que pessoas que dividiram cabines com infectados não contraíram a doença.

Até quinta-feira, a OMS contabilizava cinco casos confirmados e três suspeitos relacionados ao cruzeiro. Nesta sexta, autoridades da Espanha informaram que uma mulher que viajou no mesmo avião de uma passageira holandesa infectada apresentou sintomas compatíveis com hantavírus e foi hospitalizada.

A operação de retirada dos passageiros depende das condições climáticas nas Ilhas Canárias. Segundo o governo regional, existe uma janela limitada para a evacuação antes da mudança no tempo prevista para segunda-feira. Caso a transferência não ocorra a tempo, o navio poderá ser obrigado a seguir viagem, já que possui autorização apenas para ancoragem, e não para atracar no porto.

Os Estados Unidos anunciaram que organizam um voo para repatriar seus cidadãos. Já uma comissária da companhia aérea KLM, hospitalizada em Amsterdã após apresentar sintomas leves, testou negativo para o vírus.

O MV Hondius partiu de Ushuaia em 1º de abril rumo a Cabo Verde. Desde então, três passageiros morreram: um casal holandês e uma turista alemã.

A origem do foco continua desconhecida, mas a OMS acredita que o primeiro contágio ocorreu antes do embarque. O primeiro passageiro que morreu, um holandês de 70 anos, já apresentava sintomas poucos dias após o início da viagem, depois de passar por Chile, Uruguai e Argentina.

Tags:

Argentina Vírus