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Mariana Rios
Publicado em 4 de maio de 2026 às 13:24
Autoridades de Cabo Verde decidiram não autorizar a atracação do cruzeiro MV Hondius após a morte de três passageiros e a suspeita de um surto de hantavírus a bordo. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (4) como forma de proteger a saúde pública, enquanto o navio permanece ancorado próximo à costa do país. >
O alerta internacional começou após a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificar o caso como um “evento de saúde pública” em investigação. Até agora, um caso da infecção foi confirmado em laboratório e outros cinco são considerados suspeitos. Entre os seis afetados, três morreram e um segue internado em estado crítico na África do Sul.>
O navio é operado pela Oceanwide Expeditions e transportava 149 passageiros de 23 nacionalidades em uma rota de expedição pelo Atlântico, com duração de mais de um mês. Esse tipo de viagem, conhecido como “odisseia atlântica”, inclui paradas em ilhas remotas.>
Veja como é o cruzeiro de luxo que registrou mortes por vírus raro em alto-mar
As mortes ainda estão sendo investigadas. Um passageiro holandês morreu em 11 de abril durante a viagem; dias depois, sua esposa também faleceu após passar mal fora do navio. Em 27 de abril, um turista britânico de 69 anos foi evacuado de helicóptero e permanece em UTI em Joanesburgo, onde foi identificada uma variante do hantavírus. Um terceiro óbito, de um passageiro alemão, ocorreu no início de maio.>
Além disso, dois tripulantes apresentaram sintomas respiratórios e precisaram de atendimento médico, embora ainda não haja confirmação de infecção pelo vírus nesses casos.>
Diante do cenário, Cabo Verde mantém contato com autoridades internacionais e avalia possíveis evacuações médicas, enquanto reforça que não permitirá o desembarque do navio neste momento. A operadora estuda seguir viagem até as Ilhas Canárias, onde passageiros poderiam receber atendimento e passar por novos exames.>
A bordo, medidas de contenção já foram adotadas, incluindo isolamento de casos suspeitos, reforço na higiene e monitoramento constante dos passageiros.>
Transmitido principalmente por roedores, o hantavírus pode causar doenças respiratórias graves e, embora raro, pode ser fatal. Apesar da gravidade do episódio, a OMS afirma que o risco para a população em geral é considerado baixo.>