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Esther Morais
Publicado em 9 de março de 2026 às 08:30
Um pastor, identificado como Carlos Mendes de Carvalho, desapareceu após ser condenado pela Justiça do Distrito Federal por dopar o próprio irmão idoso, deixá-lo em estado de extrema magreza e contrair dívidas em nome da vítima. A decisão judicial também determinou que ele ressarcisse parte do dinheiro obtido. >
Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles, o religioso passou a cuidar do irmão em 2018, em Sobradinho II (DF). O idoso tinha várias doenças e desenvolveu sequelas mentais, perdendo capacidade de consciência e motora. Ele recebe um salário de aproximadamente R$ 7 mil.>
Pastor é denunciado por familiares
A família começou a desconfiar da situação quando o homem passou a apresentar magreza extrema e feridas pelo corpo. Parentes também relataram que tentaram visitá-lo diversas vezes, mas teriam sido impedidos pelo pastor.>
Em 2021, familiares fizeram uma visita surpresa e encontraram o idoso deitado em uma cama, pesando cerca de 42 kg, sem conseguir andar ou falar, apenas babando e com feridas pelo corpo. Após a situação, a família retomou a tutela da vítima e registrou ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).>
Segundo os relatos, o idoso passava longos períodos com fraldas sem troca e sem cuidados básicos de higiene, além de ter sido dopado com altas doses de calmantes.>
Os familiares também descobriram que o pastor teria feito empréstimos consignados em bancos e financeiras usando o nome do irmão, gerando uma dívida aproximada de R$ 160 mil, com pagamentos previstos até 2030.>
Carlos Mendes foi condenado em primeira instância a 3 anos e 11 meses de reclusão em regime semiaberto, além de ter que devolver parte do dinheiro. Após recurso, em julgamento realizado em 19 de março de 2024, a pena foi reduzida para 1 ano e 11 meses em regime aberto.>
A decisão também determinou o pagamento de cerca de R$ 90 mil à vítima, valor que não foi quitado. Desde a condenação, o pastor não foi mais localizado.>
O Metrópoles informou que tentou contato com Carlos Mendes e com a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), responsável pela defesa, mas não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestações.>