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Carol Neves
Publicado em 7 de agosto de 2025 às 09:53
Preso acusado de participar do assassinato da estudante trans Carmen de Oliveira Alves, o PM Roberto Carlos de Oliveira afirmou que quem matou a jovem foi o seu amante, Marcos Yuri Amorim. Marcos Yuri mantinha relação com o PM e com a vítima ao mesmo tempo. >
Segundo o PM, Marcos Yuri matou Carmen, que era aluna da Unesp, e depois escondeu o corpo. O policial negou ter participado do crime ou ter ajudado o amante a se livrar do corpo.>
A defesa do policial apresentou duas testemunhas que ajudariam a confirmar seu álibi e provar que ele não estava presente quando Carmen foi morta, mas detalhes do depoimento não foram divulgados.>
Aluna trans foi morta
Tanto Roberto quanto Marcos Yuri estão presos desde 10 de julho. A polícia acredita que os dois foram cúmplices na morte de Carmen. O PM era amante de Yuri e o sustentava, mantendo uma relação do tipo "sugar daddy", quando o homem mais velho banca um mais novo.>
Yuri também nega o crime. >
Relembre>
Carmen desapareceu no dia 12 de junho, quando saiu do campus da Unesp em Ilha Solteira para encontrar o namorado.>
Embora estivesse namorando com Marcos Yuri, a relação era discreta e não era pública. A jovem estaria pressionando o rapaz a assumir o namoro e chegou a juntar provas de ilicitudes que ele cometeria como maneira de pressão.>
Marcos teria planejado o crime justamente por conta desse "dossiê" montado por Carmen. Para a polícia, Roberto Carlos apoiou o amante e foi cúmplice.>
O corpo da jovem nunca foi encontrado. O telefone dela foi localizado destruído. Fragmentos de ossos chegaram a ser achados em uma fogueira na casa de Marcos Yuri. Os restos mortais ainda passarão por perícia. >