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Wladmir Pinheiro
Estadão
Publicado em 20 de abril de 2026 às 18:44
O professor universitário brasileiro Danilo Neves Pereira, de 35 anos, encontrado morto nesta segunda-feira, 20, em Buenos Aires, vivia na capital argentina havia cerca de cinco meses.>
Com trajetória acadêmica ligada à linguística, Danilo lecionou inglês por 12 anos no Centro de Idiomas da Universidade Federal de Goiás (UFG). Até se mudar para a Argentina, morava no Rio de Janeiro, onde cursava doutorado em linguística aplicada. A defesa da tese estava prevista para as próximas semanas.>
Danilo Neves Pereira, professor brasileiro encontrado morto na Argentina
Em nota, o Centro de Línguas da UFG lamentou a morte do professor. "Com profundo pesar, o Centro de Línguas da UFG comunica o falecimento de Danilo Neves Pereira", informou a instituição.>
Danilo atuou como professor do centro entre 2010 e 2022. "Sua trajetória foi marcada pelo compromisso com a educação, pelo profissionalismo e pelo respeito com que conduzia seu trabalho", afirmou a UFG.>
Formado pela própria universidade, onde também concluiu o mestrado em Letras e Linguística, ele era reconhecido por colegas e alunos pela dedicação e seriedade. "Danilo construiu uma trajetória admirável, sendo reconhecido por colegas e estudantes por sua dedicação e seriedade", destacou a instituição.>
Pereira estava desaparecido desde a última terça-feira, 14. Na ocasião, avisou amigos que iria se encontrar com um chileno conhecido por meio de um aplicativo de relacionamentos, mas deixou de responder mensagens. A última informação compartilhada foi a localização com o endereço do homem, na região central de Buenos Aires.>
Segundo o jornal La Nación, na quarta-feira, 15, Danilo deu entrada no hospital Ramos Mejía como não identificado, "devido a uma descompensação psicotrópica causada pelo uso de cocaína". Ele teria morrido ainda no mesmo dia.>
Um amigo do professor, ouvido pelo La Nación, afirmou que conseguiu falar com o “jovem chileno” que esteve com Danilo antes do desaparecimento. De acordo com o relato, o brasileiro deixou o local após "uma pequena discussão, mais ou menos na mesma hora em que enviou a última mensagem".>