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Wendel de Novais
Publicado em 21 de maio de 2026 às 08:30
Adailton Martins Gomes, 45 anos, investigado pela morte da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, 22, teria levado outras mulheres para o apartamento da jovem poucas semanas após o crime, de acordo com informações do O Tempo. A informação consta nas investigações da Polícia Civil de Minas Gerais sobre o caso, ocorrido em fevereiro deste ano, na Savassi, região Centro-Sul de Belo Horizonte. >
Ele foi preso na última sexta-feira (15), suspeito de matar a namorada e tentar simular um suicídio. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Tempo, o comportamento do investigado após a morte da estudante passou a ser analisado pelos policiais e reforçou a suspeita de que ele tinha interesse nos bens deixados pela vítima.>
Giovanna foi morta por namorado após receber herança
A polícia apura se o suspeito queria ter acesso ao patrimônio de Giovanna, que incluía um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil e uma herança de aproximadamente R$ 200 mil. Conforme as investigações, mesmo mantendo um relacionamento de apenas quatro meses com a jovem, Adailton tentou formalizar uma união estável após a morte dela.>
O caso aconteceu no dia 9 de fevereiro e, inicialmente, foi registrado como suicídio. Giovanna foi encontrada morta dentro do apartamento onde morava. No entanto, a linha de investigação mudou depois que o laudo de necropsia apontou que a estudante morreu por asfixia causada por sufocação direta.>
De acordo com a Polícia Civil, Adailton ainda era casado oficialmente com a ex-esposa e tinha quatro filhos. Mesmo assim, após a morte da jovem, ele passou a procurar amigas da vítima e enviar mensagens e áudios tentando reforçar a versão de que os dois mantinham uma relação estável. Em alguns casos, segundo a investigação, as abordagens foram insistentes e chegaram a ser interpretadas como intimidação.>
Os investigadores também identificaram que o suspeito teria transferido a conta de energia elétrica do imóvel para o nome dele poucos dias após o início do relacionamento. Além disso, ele teria procurado o advogado responsável pelos processos da herança de Giovanna para pedir que o profissional deixasse o caso.>
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Adailton deixou o prédio no dia da morte da estudante. O corpo foi encontrado horas depois por uma amiga de Giovanna, que decidiu ir até o apartamento após estranhar a falta de respostas às mensagens.>
“Ele acabou, destruiu a vida dela. Acabou com os sonhos dela. Giovanna tinha sonhos, a Giovanna tinha futuro”, afirmou a amiga Ludmylla Aparecida Dias, em entrevista à TV Globo.>
Ainda conforme a polícia, caixas de medicamentos espalhadas pelo imóvel e o histórico de depressão da estudante fizeram com que o caso fosse tratado, num primeiro momento, como suicídio. A perícia, porém, descartou essa possibilidade e reforçou a suspeita de feminicídio.>