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Wendel de Novais
Publicado em 20 de maio de 2026 às 07:12
Um homem identificado como Adailton Martins Gomes, de 45 anos, foi preso suspeito de matar a namorada, a estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22, e tentar oficializar a relação após o crime para ter acesso ao patrimônio deixado por ela. Segundo as investigações, a jovem havia herdado um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil e ainda teria R$ 200 mil a receber. As informações são da TV Globo. >
O caso aconteceu em Belo Horizonte e, inicialmente, foi tratado como suicídio. Giovanna foi encontrada morta no apartamento onde morava, no bairro da Savassi, no dia 9 de fevereiro deste ano. No entanto, a investigação mudou de rumo após o laudo de necropsia apontar que a jovem morreu por asfixia provocada por sufocação direta, e não por intoxicação.>
Giovanna foi morta por namorado após receber herança
De acordo com a Polícia Civil, Adailton e Giovanna estavam juntos havia cerca de quatro meses. Apesar disso, ele ainda era casado oficialmente com a ex-mulher, com quem tem quatro filhos. Mesmo assim, após a morte da estudante, o suspeito entrou com um pedido para reconhecimento de união estável com a vítima.>
Segundo a investigação, ele também enviou mensagens e áudios para amigas de Giovanna tentando reforçar a suposta relação estável. Em alguns casos, as abordagens teriam sido insistentes e até intimidatórias para que pessoas próximas ajudassem no processo.>
A polícia aponta ainda que, poucos dias após iniciar o relacionamento, o suspeito já teria transferido a conta de energia elétrica do imóvel para o nome dele. Além disso, teria procurado o advogado responsável pelos processos envolvendo a herança da jovem para pedir que ele deixasse o caso.>
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que Adailton deixou o prédio onde morava com Giovanna no dia da morte. Horas depois, o corpo da estudante foi encontrado por uma amiga, que estranhou a falta de respostas às mensagens e decidiu ir ao apartamento usando uma chave reserva.>
“Ele acabou, destruiu a vida dela. Acabou com os sonhos dela. Giovanna tinha sonhos, a Giovanna tinha futuro”, lamentou a amiga Ludmylla Aparecida Dias, em entrevista à TV Globo.>
Ainda segundo a Polícia Civil, caixas de medicamentos espalhadas pelo imóvel e o histórico de depressão da estudante fizeram com que o caso fosse tratado, num primeiro momento, como suicídio. A perícia, porém, descartou essa hipótese e reforçou a suspeita de feminicídio.>