Cadastre-se e receba grátis as principais notícias do Correio.
Mariana Rios
Publicado em 1 de junho de 2026 às 14:56
Quem chegasse a partir desta segunda-feira (1º) a Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, um dos destinos mais famosos do litoral brasileiro, teria que pagar uma taxa extra para visitar praias e ilhas paradisíacas. Mas horas antes do início da medida, totens instalados para atender os visitantes foram incendiados durante a madrugada. >
As imagens que circularam nas redes sociais mostram dois homens encapuzados invadindo a Estação Abraão, principal ponto de chegada dos turistas à Ilha Grande. Após quebrarem o vidro do local, eles atearam fogo na estrutura que abrigava equipamentos de atendimento e controle da nova Taxa de Turismo Sustentável (TTS).>
Apesar do incêndio, a prefeitura manteve a cobrança, afirmando que o sistema continua funcionando por meio da internet e que a destruição dos equipamentos será investigada pela polícia. As informações são do jornal O Globo.>
A polêmica, porém, vai muito além do ataque aos totens.>
Desde que a criação da taxa foi anunciada, moradores, comerciantes, guias turísticos e empresários do setor vêm demonstrando preocupação com possíveis impactos sobre o turismo local. >
Nesta segunda-feira, manifestantes ocuparam o cais da Vila do Abraão com cartazes contra a medida, enquanto embarcações bloquearam parte do tráfego de barcos particulares que fazem o transporte de passageiros para a ilha.>
Segundo representantes do setor turístico, muitos visitantes teriam desistido de viajar para a região após a divulgação da cobrança. Há relatos de quedas expressivas nas reservas e cancelamentos de hospedagens.>
A taxa varia de acordo com o tipo de visita. Para quem faz apenas um passeio de bate-volta às ilhas saindo de Angra dos Reis, o valor gira em torno de R$ 28. Já turistas que chegam por cidades vizinhas ou pretendem pernoitar podem desembolsar entre R$ 50 e R$ 100, dependendo da situação. Moradores, idosos, crianças, pessoas com deficiência e trabalhadores cadastrados estão isentos.>
A prefeitura defende que os recursos arrecadados serão destinados à preservação ambiental, à manutenção da infraestrutura e ao fortalecimento do turismo sustentável em um município que abriga 365 ilhas e recebe milhares de visitantes todos os anos.>