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Da Redação
Publicado em 11 de outubro de 2011 às 03:09
- Atualizado há 3 anos
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) suspendeu temporariamente a abertura de novas vagas para acadêmicos estrangeiros. A decisão foi tomada após a repercussão do assassinato do ex-estudante africano Toni Bernardo da Silva, 27 anos. Ele morreu no dia 23 de setembro durante uma briga com três homens dentro de uma pizzaria, em Cuiabá.A informação foi repassada pelo Assessor de Relações Internacionais da UFMT, Paulo Teixeira, que prestou esclarecimentos nesta segunda-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa (AL). Na UFMT, estudam atualmente 13 estudantes estrangeiros - 12 africanos e um haitiano - por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), que oferece oportunidade para estudantes de outros países estudarem no Brasil.Na ocasião, Teixeira lembrou que o africano já não estava estudando na instituição. Ele salientou também que o estudante africano foi expulso por excesso de faltas e notas baixas. O estudante foi desligado em fevereiro. Em março, as informações sobre a situação dele foram enviadas para o Ministério da Educação (MEC), Polícia Federal e Itamaraty.Denúncia criminalO Ministério Público (MP) denunciou criminalmente os dois policiais militares e o empresário apontados como suspeitos de colaborar para a morte do africano. No entanto, o MP concluiu que, diferente do que constatou o inquérito policial, os suspeitos não cometeram homicídio qualificado por motivo fútil, mas apenas lesão corporal seguida de morte. A Corregedoria da PM ainda não divulgou o resultado da investigação contra os policiais envolvidos no caso. As informações são do G1.>