Ao som de Pitty, rock toma conta da Praça Castro Alves na segunda noite do Carnaval de Salvador

As roupas coloridas típicas da maior festa do planeta deram espaço aos trajes pretos

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  • Daniela Leone

Publicado em 9 de fevereiro de 2024 às 22:06

null Crédito: Joka/Secom

As roupas coloridas típicas da maior festa do planeta deram espaço aos trajes pretos e o rock tomou conta da Praça Castro Alves na noite desta sexta-feira, a segunda oficial do Carnaval de Salvador. Fãs de várias idades se reuniram para curtir o show de Pitty. Em um trio elétrico parado em frente à estátua do poeta, a cantora e compositora baiana se apresentou para um público que tinha todas as letras na ponta da língua.

“Passou um filme aqui na minha cabeça. Estar aqui hoje é motivo de muito orgulho. Isso aqui seria absolutamente impensável quando eu era jovem. Rock no centro da cidade, isso é um sonho. Que bom que a gente está ocupando esse espaço. Viva a diversidade e o respeito. Viva o Carnaval de Salvador!”, vibrou Pitty.

O show trouxe canções da turnê ACNXX, que comemora os 20 anos do álbum “Admirável Chip Novo”, e versões de sucessos como Sonífera Ilha, dos Titães. Quando a Maré Encher, de Nação Zumbi, e Malandrinha, de Edson Gomes.

“Que lindo poder cantar junto com vocês. O Carnaval do Centro é dos fortes. Essa energia é pra gente guardar para o resto do ano. Viva o rock brasileiro”, disse Pitty para o público, que acompanhava no gogó cada música.

A estudante Ana Vitória Mendonça, 24 anos, não parou de cantar um só instante. “Está sendo bem emocionante. Eu acho incrível trazer ela para pulsar o Centro. Carnaval para mim é motivo de democracia”, disse.

O psicólogo Renato Lins, 29 anos, também festejou a resistência e valorização do rock em um dos cenários mais importantes da folia. “Acho ótimo porque o Carnaval é mistura de ritmos. O próprio axé é uma mistura. É muito importante valorizar a cena do rock e integrar os estilos. Acho que a proposta de ser aqui é essa mesmo”, afirmou entre uma música e outra.

E a galera entrou no clima. Para curtir o rock com Pitty, o veterinário Lucas Adorno, 24 anos, teve todo um cuidado para escolher a roupa. Deixou o colorido que usou no primeiro dia da folia de lado e adotou o preto. “Eu tinha que vir com algo confortável e que combinasse com rock, tinha que vir a caráter. O show tá muito animado”, disse.

Já a engenheira sanitarista Clélia Nobre, 57 anos, acabou curtindo o show por acaso. Cheia de adereços coloridos, gostou do que ouviu. “Eu vim para curtir o Carnaval no Centro porque aqui tem mais diversidade. Eu só não esperava que era rock. Como ela tem um rock mais suave, não é pauleira, dá para perceber as letras. Não acompanho ela, mas sei o destaque que tem e estou gostando”.

O show terminou com o público tomando conta da cantoria. Com o sucesso “Me Adora”, Pitty se despediu do Carnaval de Salvador, mas o rock continuará tendo espaço nos demais dias da folia.

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