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Mariana Rios
Publicado em 29 de maio de 2026 às 19:10
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (29) a manutenção da bandeira tarifária amarela para o mês de junho. Com isso, os consumidores continuarão pagando um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de luz. >
Segundo a Aneel, a decisão foi tomada por causa da redução no volume de chuvas em todo o país, o que afeta a geração hidrelétrica e aumenta a necessidade de acionamento das usinas termelétricas, que possuem custo mais elevado.>
“O anúncio ocorre devido ao período seco no Brasil, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado”, informou a agência reguladora em nota.>
A bandeira amarela já havia sido acionada em maio após previsões climáticas indicarem chuvas abaixo da média. Agora, a Aneel afirma que houve piora nas condições de geração de energia.>
Havia expectativa de que a tarifa pudesse subir ainda mais em junho. Projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) apontavam a possibilidade de acionamento da bandeira vermelha patamar 1, que acrescentaria R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.>
Entre janeiro e abril deste ano, a bandeira permaneceu verde devido às condições favoráveis dos reservatórios hidrelétricos. No entanto, o risco de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre, com possibilidade de aumento das temperaturas e redução das chuvas nas regiões Norte e Nordeste, reforça a perspectiva de tarifas mais altas ao longo de 2026.>
Outro fator que influencia o custo da energia é o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), indicador usado no mercado elétrico para calcular o valor da energia produzida em determinado período. As informações são do Estadão Conteúdo. >