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Maiara Baloni
Publicado em 16 de abril de 2026 às 19:55
O balanço mais recente do Banco Central indica que uma cifra bilionária continua à espera de seus donos em instituições financeiras de todo o país. Ao todo, R$ 10,5 bilhões estão parados no Sistema de Valores a Receber (SVR), aguardando solicitação de resgate. Os dados, referentes a fevereiro de 2026, mostram que o montante se divide entre pessoas físicas e empresas, com valores originados de contas encerradas e cobranças indevidas.
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Dinheiro
Do total disponível, a maior parte pertence aos cidadãos: são R$ 7,8 bilhões destinados a pessoas físicas. Outros R$ 2,22 bilhões estão vinculados a contas de empresas. Apesar do volume elevado, o Banco Central destaca que a maioria dos valores é pequena. Segundo as estatísticas, 63% dos beneficiários têm até R$ 10 para receber, enquanto apenas 2% têm direito a quantias superiores a R$ 1 mil.
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Os recursos disponíveis são resultado de movimentações financeiras que não foram totalmente liquidadas. Estão incluídos saldos de contas correntes ou poupanças encerradas, sobras de cooperativas de crédito e cotas de consórcios já finalizados. O sistema também permite consultar valores de pessoas falecidas, que podem ser solicitados por herdeiros ou representantes legais.
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Embora não haja prazo imediato para consulta, os valores não ficam disponíveis indefinidamente. Pela legislação, recursos não reclamados por longo período podem ser incorporados ao Tesouro Nacional. Por isso, a recomendação é verificar o sistema para evitar a perda do direito ao resgate.
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A consulta é gratuita e deve ser feita exclusivamente pelo site oficial do Banco Central. O interessado precisa informar CPF e data de nascimento. Caso haja valor disponível, será necessário fazer login no portal Gov.br com nível prata ou ouro.
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Após a solicitação, o dinheiro pode ser devolvido diretamente via Pix, geralmente em poucos dias úteis, dependendo da instituição financeira. Quem não utiliza Pix deve entrar em contato com o banco indicado para combinar outra forma de recebimento.
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O Banco Central reforça que não envia links nem solicita dados pessoais por telefone ou mensagens, e orienta o uso apenas do site oficial para evitar golpes. >