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Amanda Cristina de Souza
Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 17:57
No horizonte das Eleições Gerais de 2026, a integridade do sistema eletrônico de votação, que neste ano completa 30 anos no Brasil, segue submetida a um conjunto estruturado de protocolos de auditoria, que incluem o teste de integridade (votação paralela), a fiscalização do código-fonte e o teste público de segurança (TPS). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) reforçam o teste de integridade, procedimento público que verifica a confiabilidade dos softwares e a correta contabilização dos votos. >
O processo eleitoral também inclui o rito de substituição das urnas eletrônicas, que garante a rápida troca de qualquer equipamento que apresente problemas, e assegura a continuidade e segurança da votação.>
Nos termos da Resolução TSE nº 23.673/2021, que disciplina os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação, o ciclo de controle tem um marco relevante na véspera da votação. Em cerimônia aberta, as urnas que passarão pela auditoria são escolhidas por sorteio aleatório ou por indicação direta das entidades fiscalizadoras, grupo que inclui a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público (MP) e os partidos políticos.>
De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), as máquinas sorteadas são retiradas de seções eleitorais reais e imediatamente substituídas por equipamentos de reserva, com objetivo de garantir que o fluxo de votação dos eleitores não sofra interrupção, enquanto o equipamento sorteado segue para auditoria sob escolta e monitoramento permanente.>
No domingo de eleição, o teste de integridade ocorre em locais de acesso público, sob o monitoramento de câmeras e fiscalização externa. O processo, tecnicamente chamado de votação paralela, segue três etapas principais de controle:>
Ao final da votação, às 17h, o equipamento emite o Boletim de Urna (BU). A prova real do teste reside na comparação: o resultado eletrônico deve ser idêntico à soma das cédulas de papel processadas ao longo do dia. É nesse cruzamento que se materializa a verificação pública da regularidade do sistema.>
O Tribunal Superior Eleitoral sustenta que o teste de integridade funciona como evidência técnica da segurança do processo, com registros oficiais formalizados por meio da zerésima e do Boletim de Urna. Para as Eleições de 2026, o ciclo de auditorias realizado em 2025 incluiu testes públicos de segurança e etapas de verificação técnica, com participação de especialistas e entidades fiscalizadoras, conforme o cronograma oficial do TSE.>
A fiscalização também extrapola as fronteiras nacionais. Na eleição passada, o Brasil recebeu mais de 120 observadores internacionais credenciados pelo TSE, o que reforça o padrão de acompanhamento externo que integra o ciclo de transparência do sistema eletrônico de votação.>
Eleição | Urna Eletrônica
O sistema eleitoral brasileiro se baseia em um modelo de segurança em camadas, integrando auditorias técnicas e fiscalização externa independente. O pilar desse protocolo é o teste público de segurança (TPS), obrigatório desde 2015, que submete os sistemas e códigos-fonte a inspeções abertas e testes de intrusão por peritos independentes.>
Em conformidade com o cronograma das eleições gerais de 2026, o ciclo de controle foi intensificado ao longo de 2025, para assegurar que o software passe por rigoroso estresse técnico antes da lacração digital definitiva. Segundo as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a abertura do sistema a investigadores externos é a garantia normativa da integridade e transparência do voto. >