Acesse sua conta
Ainda não é assinante?
Ao continuar, você concorda com a nossa Política de Privacidade
ou
Entre com o Google
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Recuperar senha
Preencha o campo abaixo com seu email.

Já tem uma conta? Entre
Alterar senha
Preencha os campos abaixo, e clique em "Confirma alteração" para confirmar a mudança.
Dados não encontrados!
Você ainda não é nosso assinante!
Mas é facil resolver isso, clique abaixo e veja como fazer parte da comunidade Correio *
ASSINE

O imposto vai subir? Entenda o dilema do governo para fechar as contas em 2026

Da revisão de benefícios fiscais à busca por receitas extras, entenda as medidas que podem definir o cenário econômico do país e o peso da carga tributária nos próximos meses

  • Foto do(a) author(a) Amanda Cristina de Souza
  • Amanda Cristina de Souza

Publicado em 17 de março de 2026 às 07:46

Você tem acompanhado esse debate? A discussão sobre aumento de impostos voltou a ganhar espaço porque o governo precisa cumprir as metas fiscais previstas no novo arcabouço.

Para manter as contas públicas equilibradas, existem basicamente dois caminhos: aumentar receitas ou reduzir despesas. Em alguns cenários, isso pode envolver mudanças na tributação. Mas é importante lembrar que qualquer alteração em impostos depende de aprovação do Congresso Nacional.

Ou seja, não é uma decisão isolada do Executivo, passa por negociação política e votação no Legislativo.

Qual é a meta fiscal para 2026?

Para 2026, a meta definida pelo novo arcabouço fiscal prevê um resultado primário positivo de cerca de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o que representa cerca de R$ 30 bilhões, a depender da projeção de PIB adotada, segundo estimativas oficiais.

De acordo com projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão de monitoramento das contas públicas ligado ao Senado Federal, o governo pode precisar de medidas adicionais para reforçar a arrecadação ou conter despesas, a depender do comportamento da economia ao longo do ano.

Avaliações técnicas da Receita Federal também indicam que o cumprimento das metas exige acompanhamento constante da arrecadação e possíveis ajustes durante o período, caso necessário.

Gastos obrigatórios e inflação: por que o desafio fiscal persiste?

O tema aparece em um contexto de pressão sobre o resultado primário das contas públicas. Ao longo de 2025, o desempenho fiscal foi impactado pelo crescimento de despesas obrigatórias e por oscilações em algumas receitas federais.

Parte dessas despesas seguem regras constitucionais e legais, o que reduz a margem de ajuste no orçamento. Segundo reportagens do G1 e análises citadas pelo Poder360, estimativas da IFI indicam que, dependendo do cenário, pode haver necessidade de valores adicionais para alcançar o resultado fiscal pretendido.

Mesmo em períodos de crescimento da arrecadação, especialistas em contas públicas avaliam que isso, isoladamente, pode não ser suficiente para garantir o cumprimento da meta, caso as despesas continuem avançando.

Aumentar impostos é o único caminho?

Reportagens do G1 e da Agência Brasil apontam que a equipe econômica costuma avaliar diferentes possibilidades antes de propor aumento amplo de tributos. Entre as alternativas discutidas estão:

  • revisão de incentivos fiscais;
  • ajustes em mecanismos de compensação tributária;
  • mudanças pontuais em tributos já existentes, como o IOF;
  • alterações em regimes específicos que impactam determinados setores.

Essas medidas, em tese, podem reforçar a arrecadação sem representar necessariamente uma elevação generalizada da carga tributária.

As receitas não recorrentes podem salvar o ano?

Podem ajudar, mas têm natureza específica.

Entre as fontes que costumam reforçar o caixa da União estão dividendos pagos por empresas estatais, como a Petrobras, além de valores arrecadados em concessões e leilões de petróleo, organizados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Especialistas em contas públicas observam que esses recursos costumam ser considerados receitas extraordinárias. Eles contribuem para o resultado em determinados anos, mas, segundo analistas do setor fiscal, não substituem medidas estruturais de ajuste das contas públicas.

O fator político, as eleições e a resistência a cortes de gastos

Qualquer mudança relevante na tributação depende de aprovação do Congresso Nacional, o que torna o tema politicamente sensível.

Propostas de aumento da carga tributária tendem a enfrentar maior resistência parlamentar, especialmente em períodos próximos a eleições. Historicamente, o Legislativo costuma analisar com mais abertura medidas pontuais ou técnicas e demonstrar maior cautela diante de propostas de alcance mais amplo.

E como o mercado financeiro reage à incerteza fiscal?

Esse ponto também gera debate.

Análises citadas pela CNN Brasil indicam que parte dos economistas avaliam que o aumento de impostos podem impactar o ritmo de crescimento da economia e influenciar preços ao consumidor.

Por outro lado, especialistas em finanças públicas ressaltam que o equilíbrio fiscal é considerado um fator importante para a estabilidade macroeconômica e para a sustentabilidade da dívida pública.

Em 2026, eformas estruturantes ou ajustes pontuais?

Por enquanto, o cenário segue em discussão. A definição das medidas necessárias para cumprir as metas fiscais dependerá da evolução das receitas, do comportamento das despesas e das negociações entre governo e Congresso.

Como mostram as projeções da Instituição Fiscal Independente (IFI) e as análises da área técnica do governo, o quadro ainda está em construção. O formato final do ajuste, e se ele envolverá mudanças na tributação, será resultado de decisões políticas, dados econômicos e da trajetória das contas públicas nos próximos meses.

Em resumo, tudo vai depender de como a economia vai se comportar ao longo do ano. Se as receitas crescerem e os gastos ficarem dentro do previsto, a meta pode ser alcançada sem mudanças mais amplas. Caso contrário, novas medidas podem entrar na conversa, sempre com decisão final do Congresso.

Até lá, o tema segue em debate e deve continuar no radar de quem acompanha a economia.