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Juliana Rodrigues
Publicado em 26 de março de 2026 às 23:07
Em uma resposta contundente à escalada de feminicídios no país, o Senado Federal aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (24), a inclusão da misoginia na Lei nº 7.716, que trata dos crimes de preconceito. Na prática, o projeto equipara atos de ódio contra mulheres ao crime de racismo. Se confirmada ao final da tramitação, a proposta prevê que esses crimes não tenham direito a fiança e possam se tornar imprescritíveis. O texto segue agora para votação na Câmara dos Deputados.
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Campanha Brasil sem Misoginia
Ao relatar o projeto no Senado, a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) não poupou palavras ao justificar a urgência da proposta. Para a parlamentar, a criminalização da misoginia é uma ferramenta necessária para conter a escalada da violência contra a mulher no Brasil antes que ela se torne fatal. “O ódio às mulheres não é abstrato. Ele ceifa vidas todos os dias”, alertou Thronicke, ao definir o desprezo de gênero como o combustível que alimenta as agressões físicas e o feminicídio no país.
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O projeto da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), que criminaliza a misoginia, operou um milagre político no Congresso, com o apoio de todos os campos ideológicos. Em uma rara demonstração de consenso, a votação uniu figuras da oposição conservadora, como Damares Alves (Republicanos-DF) e Flávio Bolsonaro (PL), a nomes de peso da base governista, a exemplo da senadora Teresa Leitão (PT-PE) e do líder baiano Jaques Wagner (PT-BA). A convergência mostra que, diante da explosão da violência contra a mulher, a pauta superou as barreiras partidárias.
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O clima de vitória pela aprovação do projeto no Senado dividiu espaço com a tensão e o desabafo da autora da proposta, Ana Paula Lobato (PSB-MA). Sob forte carga emocional, a parlamentar revelou que vem sendo alvo de ataques sistemáticos e ameaças de morte na internet por levar o projeto adiante. “O Brasil está cansado de enterrar mulheres”, disparou a senadora no Plenário. O episódio serviu como prova da urgência de uma legislação mais rigorosa para punir o ódio de gênero, que transborda das redes sociais para a vida real.
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Após a vitória no Senado, o projeto que criminaliza a misoginia entra agora em sua fase mais crítica, que é o crivo da Câmara dos Deputados. Esta é a penúltima etapa antes de chegar à mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sanção. Nos bastidores, o clima é de vigilância total diante do risco de arquivamento. Caso os deputados rejeitem a proposta, o avanço jurídico será enterrado por pelo menos um ano, já que o regimento impede a reapresentação do tema na mesma sessão legislativa.
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Alessandro Vieira (MDB-SE): Sim>
Confúcio Moura (MDB-RO): Sim>
Eduardo Braga (MDB-AM): Sim>
Fernando Dueire (MDB-PE): Sim>
Fernando Farias (MDB-AL): Sim>
Ivete da Silveira (MDB-SC): Sim>
Jader Barbalho (MDB-PA): Sim>
Marcelo Castro (MDB-PI): Sim>
Renan Calheiros (MDB-AL): Sim>
Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB): Sim>
Eduardo Girão (NOVO-CE): Sim>
Leila Barros (PDT-DF): Sim>
Weverton (MA-PDT): Sim>
Bruno Bonetti (PL-RJ): Sim>
Carlos Portinho (PL-RJ): Sim>
Dra. Eudócia (PL-AL): Sim>
Eduardo Gomes (PL-TO): Sim>
Flávio Bolsonaro (PL-RJ): Sim>
Izalci Lucas (PL-DF): Sim>
Jaime Bagattoli (PL-RO): Sim>
Marcio Bittar (PL-AC): Sim>
Marcos Rogério (PL-RO): Sim>
Wellington Fagundes (PL-MT): Sim>
Wilder Morais (PL-GO): Sim>
Carlos Viana (PODEMOS-MG): Sim>
Giordano (PODEMOS-SP): Sim>
Marcos do Val (PODEMOS-ES): Sim>
Soraya Thronicke (PODEMOS-MS): Sim>
Ciro Nogueira (PP-PI): Sim>
Daniella Ribeiro (PP-PB): Sim>
Esperidião Amin (PP-SC): Sim>
Laércio Oliveira (PP-SE): Sim>
Luis Carlos Heinze (PP-RS): Sim>
Margareth Buzetti (PP-MT): Sim>
Tereza Cristina (PP-MS): Sim>
Ana Paula Lobato (PSB-MA): Sim>
Chico Rodrigues (PSB-RR): Sim>
Flávio Arns (PSB-PR): Sim>
Jorge Kajuru (PSB-GO): Sim>
Irajá (PSD-TO): Sim>
Jussara Lima (PSD-PI): Sim>
Lucas Barreto (PSD-AP): Sim>
Nelsinho Trad (PSD-MS): Sim>
Omar Aziz (PSD-AM): Sim>
Rodrigo Pacheco (PSD-MG): Sim>
Vanderlan Cardoso (PSD-GO): Sim>
Zenaide Maia (PSD-RN): Sim>
Oriovisto Guimarães (PSDB-PR): Sim>
Plínio Valério (PSDB-AM): Sim>
Styvenson Valentim (PSDB-RN): Sim>
Augusta Brito (PT-CE): Sim>
Beto Faro (PT-PA): Sim>
Fabiano Contarato (PT-ES): Sim>
Humberto Costa (PT-PE): Sim>
Jaques Wagner (PT-BA): Sim>
Paulo Paim (PT-RS): Sim>
Randolfe Rodrigues (PT-AP): Sim>
Rogério Carvalho (PT-SE): Sim>
Teresa Leitão (PT-PE): Sim>
Alan Rick (REPUBLICANOS-AC): Sim>
Cleitinho (REPUBLICANOS-MG): Sim>
Damares Alves (REPUBLICANOS-DF): Sim>
Hamilton Mourão (REPUBLICANOS-RS): Sim>
Roberta Acioly (REPUBLICANOS-RR): Sim>
Efraim Filho (UNIÃO-PB): Sim>
Jayme Campos (UNIÃO-MT): Sim>
Sergio Moro (UNIÃO-PR): Sim>
Astronauta Marcos Pontes (PL-SP): Não compareceu>
Magno Malta (PL-ES): Não compareceu>