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Assentos ocupados e multas por atraso: o que a TV esconde sobre a festa rígida do Oscar

Com plateia sempre cheia, protocolo rígido e até limite para discurso, o Oscar revela uma operação de precisão longe das câmeras

  • Foto do(a) author(a) Matheus Ribeiro
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Matheus Ribeiro

  • Agência Correio

Publicado em 18 de março de 2026 às 10:01

A maior premiação do cinema adota regras discretas para manter o ritmo da transmissão, o glamour da festa e o controle do palco Crédito: Pexels

No Oscar, até o que parece espontâneo segue um plano rigoroso. A cerimônia adota regras de bastidores para manter a plateia sempre cheia, controlar o ritmo da transmissão e preservar a imagem grandiosa da premiação.

Fora do enquadramento, a festa funciona como uma operação de precisão. Há figurantes de gala, protocolo rígido e um cronograma controlado até nos intervalos. É justamente nesse contraste entre brilho e disciplina que surgem algumas das curiosidades mais surpreendentes da noite.

Teyana Taylor discute no tapete vermelho do Oscar 2026 por Reprodução/X

Os assentos nunca ficam vazios no Oscar

Um dos segredos mais curiosos da premiação está nos seat fillers, traduzidos como ocupadores de assento. Quando um convidado sai para conversar, ir ao bar ou ao banheiro, outra pessoa assume a cadeira por alguns minutos para que a plateia siga cheia nos cortes de câmera.

O trabalho exige roupa de gala, discrição e reflexo. Quem participa chega horas antes, recebe orientações e precisa circular sem chamar atenção. A lógica é simples: sentar rápido, levantar rápido e jamais virar atração.

Na prática, o seat filler não pode agir como fã. Nada de puxar assunto, pedir foto ou interromper celebridade. A função existe apenas para preencher um espaço vazio por um período e desaparecer assim que sua demanda estiver cumprida.

A regra do silêncio e do celular

O Oscar também endureceu sua relação com o celular. Depois do erro histórico do envelope em 2017, a Academia reforçou os bastidores para reduzir distrações e proteger o rito da cerimônia.

Em 2026, o recado apareceu de novo no almoço dos indicados: nada de celular no palco e discurso de até 45 segundos. Esse controle ajuda a segurar o ritmo da transmissão e a imagem de solenidade que Hollywood projeta para o mundo.

A estatueta do Oscar não é maciça de ouro

A atual estatueta do Oscar não é feita de ouro maciço. Desde 2016, ela é fundida em bronze e recebe um banho de ouro 24 quilates, o que garante brilho e resistência ao troféu.

O detalhe chama ainda mais atenção porque essa mesma tecnologia já foi adaptada para missões espaciais da NASA. O acabamento de alta refletividade também foi usado em sistemas ligados ao resfriamento do telescópio James Webb.

Mesmo assim, o vencedor não pode tratar o troféu como mercadoria. Pelas regras da Academia, quem quiser vender uma estatueta moderna precisa antes oferecê-la de volta por 1 dólar, reforçando o valor simbólico do prêmio.

Até quem perde pode sair ganhando

Nem todo indicado sai da cerimônia com a estatueta, mas alguns voltam para casa com uma compensação que chama atenção. A famosa sacola de presentes do Oscar, organizada fora da Academia, foi avaliada em cerca de US$ 350 mil e reúne viagens, bem-estar e itens de luxo.

Na lista aparecem estadias na Costa Rica, em Ibiza e no Ártico, além de retiro no Sri Lanka, tratamentos estéticos e até reforma do sorriso. Em Hollywood, perder o Oscar pode doer no ego, mas dificilmente pesa no bolso.