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Astronautas podem fazer sexo e engravidar no espaço? Espermatozoides ficam desorientados com gravidade

Microgravidade e radiação podem afetar desde a fecundação até o início da gestação

  • Foto do(a) author(a) Bianca Hirakawa
  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Bianca Hirakawa

  • Agência Correio

Publicado em 6 de abril de 2026 às 15:51

Estudos mostram que gerar vida fora da Terra é possível — mas cheio de desafios científicos
Estudos mostram que gerar vida fora da Terra é possível — mas cheio de desafios científicos Crédito: Freepik

Com o avanço das missões espaciais e o crescente interesse em viver fora da Terra, cientistas passaram a investigar uma questão curiosa, e essencial para o futuro: seria possível gerar vida no espaço?

Um estudo recente publicado na revista Communications Biology analisou como a microgravidade pode afetar a reprodução, especialmente o comportamento dos espermatozóides e o desenvolvimento inicial de embriões.

1. Fortalece o sistema imunológico do bebê, ajudando a protegê-lo contra infecções respiratórias, diarreias e outras doenças comuns na infância. por Shutterstock

Microgravidade pode “confundir” os espermatozoides

Para entender os efeitos do ambiente espacial, pesquisadores simularam condições semelhantes às encontradas no corpo humano. Nesse cenário, células reprodutivas de humanos, camundongos e porcos foram observadas em microgravidade.

Os resultados indicam que o principal impacto está na orientação dos espermatozoides. Eles continuam se movendo, mas têm dificuldade em encontrar o caminho até o óvulo.

Entre os efeitos observados:

  • Dificuldade de navegação
  • Menor eficiência para alcançar o óvulo

Quando os cientistas adicionaram progesterona, hormônio que atua como um “guia” no organismo, houve melhora no desempenho, sugerindo que sinais químicos podem ajudar a compensar essa desorientação.

Desenvolvimento embrionário também é afetado

O estudo também analisou o que acontece após a fecundação. A formação de embriões ainda ocorre em microgravidade, mas com limitações.Os principais achados incluem:

  • Redução na eficiência da fecundação
  • Atrasos no desenvolvimento embrionário

Nos testes com camundongos, exposições curtas ainda permitiram o desenvolvimento inicial. Já períodos mais longos mostraram impactos negativos mais evidentes. Em porcos, os efeitos foram ainda mais acentuados.

Radiação espacial levanta novos alertas

Além da microgravidade, a radiação cósmica também representa um desafio. Um estudo com camundongos avaliou a exposição contínua a baixos níveis de radiação, semelhantes aos do espaço.

Os resultados apontaram:

  • Maior risco de interrupção precoce da gestação
  • Alterações na placenta

Mesmo assim, não foram observadas diferenças significativas na formação dos fetos que conseguiram se desenvolver dentro das condições analisadas.