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Luiz Dias
Agência Correio
Publicado em 3 de junho de 2026 às 20:00
A evolução tecnológica sempre caminhou ao lado da ideia de pós-trabalho, em que as máquinas libertariam os seres humanos do trabalho pesado. Foi assim com o maquinário que substituiu parte dos operários na Revolução Industrial. Agora, uma nova etapa desse processo começa a avançar dentro de casa: os robôs domésticos.>
Hoje, a automação de tarefas já faz parte da rotina de muitas pessoas. Sistemas inteligentes controlados pelo celular ou por comandos de voz conseguem ajustar a iluminação e organizar agendas. Robôs aspiradores limpam o chão, enquanto agentes de IA marcam entrevistas e ajudam a administrar acervos pessoais. >
Cronologia dos robôs humanoides
A nova aposta, porém, vai além: criar robôs antropomórficos capazes de substituir humanos em diferentes tarefas do dia a dia.>
Oscar Wilde
em seu livro The Soul of Man under Socialism (1891)Segundo um estudo conjunto das universidades Oxford e Ochanomizu, 40% das tarefas domésticas podem ser automatizadas nos próximos 10 anos. Entre as atividades consideradas mais fáceis de automatizar estão as compras e a limpeza da casa.>
Apesar das expectativas elevadas, humanoides como o Figure Helix e o Tesla Optimus ainda estão distantes de uma fase comercial ampla. Por enquanto, o setor de robôs humanoides permanece em estágio de testes, protótipos e demonstrações públicas.>
O maior desafio está na manipulação segura e confiável de objetos em ambientes imprevisíveis. Não basta identificar uma xícara. O robô precisa pegá-la sem quebrar, reagir a imprevistos e circular pela casa sem oferecer risco para os moradores.>
Uma das empresas que tenta superar essas barreiras é a 1X Technologies, responsável pelo desenvolvimento do NEO Gamma. Segundo a companhia norueguesa, a ideia é criar uma espécie de “musculatura” robótica com fibras mais parecidas com tecidos orgânicos, permitindo movimentos delicados e operações mais precisas.>
Além disso, um outro setor da indústria são os robôs acompanhantes. Essas máquinas, ao contrário do NEO Gamma ou do Figure Helix, não são projetadas para o trabalho, mas para servir como companhia e suporte emocional. Sendo um dos modelos mais recentes e evoluídos deste setor, o Moya.>
Além das barreiras tecnológicas, existem obstáculos psicológicos e éticos impostos justamente pelo público que mais interessa a esse mercado: os consumidores. Uma revisão de 2025 concluiu que a confiança nas máquinas é um fator importante para a adoção em massa desse tipo de tecnologia.>
Afinal, obras como ‘O Exterminador do Futuro’ ajudaram a consolidar no imaginário popular o medo de uma possível rebelião das máquinas. Em uma casa real, a pergunta não é apenas “isso funciona?”, mas também: “eu deixaria esse robô circular sozinho pela minha sala e pelo meu quarto?”>
Outro ponto importante envolve a privacidade dos clientes em relação às empresas. A preocupação cresce em um cenário no qual 61% dos cookies de sites são definidos em contexto de terceiros e 71,3% dos aplicativos entram em contato com domínios conhecidos de rastreamento, sendo que menos de 9,9% pedem consentimento antes disso.>
Jennica Li et al
parte do título de uma pesquisa que busca estudar a relação de confiança e privacidade entre famílias e seus robôs domésticos