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Estreia brasileira do filme de Michael Jackson já tem data marcada

Com o sobrinho Jaafar Jackson no papel principal, o longa "Michael" promete reviver o brilho do artista, mas enfrenta obstáculos que vão de brigas familiares a cláusulas judiciais milionárias

  • Foto do(a) author(a) Flavia Azevedo
  • Flavia Azevedo

Publicado em 8 de abril de 2026 às 18:07

Michael Jackson ganha filme sobre sua vida e obra
Filme sobre Michael Jackson estreia neste mês Crédito: Divulgação

A contagem regressiva para o retorno cinematográfico de uma das figuras mais complexas e brilhantes da cultura pop está perto do fim. A cinebiografia "Michael", dirigida por Antoine Fuqua, tem sua estreia mundial confirmada para este mês, chegando oficialmente aos cinemas brasileiros no próximo dia 23. O filme, que promete ser um "estouro" de bilheteria capaz de superar sucessos como Bohemian Rhapsody, traz Jaafar Jackson, sobrinho do cantor, em sua estreia como ator para encarnar o tio em uma trajetória que vai dos tempos do Jackson 5 até o auge de sua carreira solo. No entanto, como tudo o que envolve o nome de Michael Jackson, a produção não caminha apenas sob os holofotes do gênio criativo, mas também sob as sombras de batalhas judiciais que obrigaram a equipe a gastar fortunas em refilmagens de última hora.

Um espelho de família e um elenco de peso

A escolha de Jaafar Jackson para o papel principal não foi apenas uma decisão sentimental; o jovem de 29 anos impressionou a equipe por sua semelhança física e pela capacidade de mimetizar a voz suave e os passos elétricos do Rei do Pop. Para os fãs que não aguentam de curiosidade, o primeiro teaser já revelou Jaafar soltando o clássico "hee-hee" e recriando momentos icônicos, como o videoclipe de Thriller. O elenco ainda conta com nomes de prestígio, como Colman Domingo no papel do patriarca Joe Jackson e Nia Long como a matriarca Katherine Jackson, enquanto o talentoso Juliano Krue Valdi assume o desafio de interpretar Michael durante a infância.

Michael Jackson por Reprodução

Curiosamente, enquanto a árvore genealógica brilha na tela, nos bastidores o clima parece menos harmonioso. Relatos apontam que a cantora Janet Jackson teria reagido negativamente ao filme após uma exibição privada, gerando atritos com seu irmão Jermaine Jackson e outros familiares. Fontes ligadas à família sugerem que a estrela teria sido a única a desgostar da obra, em meio a rumores de ciúmes e ao fato de que ela foi completamente cortada da narrativa cinematográfica.

O preço do silêncio e as refilmagens milionárias

Produzir a vida de Michael Jackson exige um orçamento de "Rei", mas a produção de Graham King viu os custos dispararem para além dos US$ 150 milhões iniciais. O motivo? Um "pequeno" descuido jurídico. A equipe de roteiro, liderada por John Logan, inicialmente incluiu cenas que dramatizavam as acusações de abuso envolvendo Jordan Chandler em 1993. O problema é que um acordo assinado anos atrás proíbe expressamente qualquer dramatização da família Chandler em filmes sobre o cantor.

Essa falha de comunicação forçou a Lionsgate e a Universal Pictures a investirem entre U$15 milhões e U$ 50 milhões em refilmagens para reestruturar o terceiro ato do longa. O resultado prático é que o filme agora deve encerrar sua narrativa no auge da fama de Michael, evitando os episódios mais pesados das últimas duas décadas de sua vida, uma decisão que já atraiu críticas de nomes como Dan Reed, diretor do documentário Leaving Neverland.

Entre o gênio absoluto e o campo acadêmico

Para além das manchetes sensacionalistas, a cinebiografia tenta equilibrar o gênio musical - Michael ainda detém o recorde de álbum mais vendido da história com Thriller - com o homem por trás da máscara. Esse interesse perene não é apenas dos fãs, mas também da academia. O campo da Michael Jackson Studies (Estudos sobre Michael Jackson) tem crescido, com publicações como o The Journal of Michael Jackson Academic Studies analisando sua obra como um fenômeno de "modernismo negro" e uma intervenção cultural profunda.

O filme, que terá distribuição global pela Universal Pictures, busca justamente essa "humanização" sem suavizar excessivamente os conflitos, embora o apoio do espólio do cantor na produção seja um ponto de atenção para os críticos que buscam uma visão totalmente imparcial. Se o longa será uma ode hagiográfica ou um retrato cru, o público descobrirá dentro de alguns dias.

Por @flaviaazevedoalmeida , com agências