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Giuliana Mancini
Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 12:05
Hana Khalil abriu o jogo ao falar sobre sua relação com a maconha. A ex-BBB revelou que fuma desde os 15 anos e que o uso faz parte da sua rotina até hoje, tanto de forma recreativa quanto medicinal. Segundo ela, a cannabis é utilizada como aliada no tratamento de ansiedade, insônia e endometriose. >
“A minha relação com a cannabis é de longa data. O primeiro baseado que eu fumei foi quando eu tinha 15 anos. A minha relação com a cannabis é um pouco recreativa, mas eu também me trato de várias formas, já usei em gotas, já usei em gummies…”, contou, em entrevista à Revista Breeza.>
Hana Khalil
Hana explicou que faz uso de canabidiol com prescrição médica e que encontrou na planta uma resposta eficaz para diferentes questões de saúde. Ao mesmo tempo, afirmou que não esconde mais o uso recreativo.>
“Eu tenho um padrão de canabidiol, com prescrição, porque eu tenho muita ansiedade, muita insônia e tenho também endometriose, que dá muita cólica, que precisa da planta e isso me atendeu sempre muito bem em diversas questões terapêuticas, mas com recreativo, não vou mais conter isso: eu fumo maconha todos os dias, é uma coisa que tá na minha rotina, amplia muito meus horizontes criativos. (…) Tenho minhas ressalvas também a fazer sobre o consumo de maconha, aqui (no Brasil) a gente não tem acesso a plantas legalizadas, então fica difícil da gente acessar o que é bom pra ansiedade e o que não é”.>
Durante o papo, a ex-BBB também explicou por que decidiu assumir publicamente essa bandeira. Segundo ela, o que mais a incomoda é a incoerência social em torno do tema, principalmente quando comparada à forma como o álcool é amplamente aceito e incentivado.>
“Eu acho que de uns tempos pra cá, eu me lancei nessa outra pauta, que pra mim é importante não só por fazer parte de mim, mas porque, gente, eu tenho uma questão pessoal, tem muitos alcoolistas na minha família, vários não estão mais aqui. E é perturbador saber que, enquanto a gente pode fazer publicidade de álcool, enquanto a gente pode colocar álcool estampado nas coisas e incentivar, estimular, ainda que beba com moderação, a gente sabe que não é essa a verdade. A vida das pessoas acaba por causa de álcool, muitas, muitas pessoas. E a gente não consegue conversar muito sobre isso, porque é uma coisa vista como socialmente autorizada”, disse.>
Os ex-BBBs que não ganharam e ficaram milionários
Hana seguiu refletindo sobre o impacto desse cenário em famílias que convivem com o alcoolismo e voltou a criticar a forma como o debate sobre a maconha ainda é limitado no país.>
“Acho extremamente contraditório a gente poder falar sobre álcool, a gente poder estampar as paredes de ‘beba com moderação’, sendo que eu sei que para as pessoas da minha família que têm uma questão com álcool, é totalmente delicado, é um gatilho, enquanto a gente não pode falar sobre consumir maconha, que é algo que não tem riscos, e os estudos estão aí para confirmar isso. Obviamente, a fumaça a longo prazo oferece riscos, a gente tem essas questões, mas, ainda assim, ela não está nem equiparada ao tanto de gente que morre por causa de álcool”.>
Por fim, a influenciadora ampliou o debate ao destacar o potencial da planta para além do uso medicinal e recreativo. “As pessoas não morrem por usar maconha. Acho que a questão da planta ser algo extremamente versátil e ela poder ser a solução de vários problemas do capitalismo e pode nos dar coisas incríveis. Ela poderia agora estar nesse copo de plástico, a gente podia estar usando um copo biodegradável, mas a gente não está”.>