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Aos 55 anos, 'a conta chega': por que essa idade marca a virada do envelhecimento, segundo a ciência

Descubra os fatores sociais e ambientais que definem quem envelhece com qualidade

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 6 de fevereiro de 2026 às 13:00

Sociólogo revela que o ambiente e as amizades são chaves essenciais para a longevidade
Sociólogo revela que o ambiente e as amizades são chaves essenciais para a longevidade Crédito: Freepik

Onde você escolhe morar pode ditar quantos anos você terá pela frente no futuro. A ciência observa que o envelhecimento saudável não acontece por acaso, mas por uma soma de fatores. Além dos hábitos, o contexto social e econômico ao redor de cada pessoa faz toda a diferença.

Para o sociólogo francês Serge Guérin, existe um momento em que a realidade física se impõe. Em entrevista ao programa “La Matinale”, ele ressalta que "aos 55 anos, a conta chega" para a maioria das pessoas na atualidade. É quando o corpo revela o impacto de tudo o que foi feito nas décadas de juventude.

[Edicase]A prática da arteterapia estimula a criatividade dos idosos (Imagem: Stiva Urban | Shutterstock) por Imagem: Stiva Urban | Shutterstock

O peso da meia-idade

Muitos sinais de alerta são ignorados pelos mais jovens por parecerem problemas muito distantes.

Contudo, ao atingir a faixa dos 55 aos 74 anos, os efeitos tornam-se claros e persistentes.

Como diz o especialista em envelhecimento: "Aos 55 anos, pagamos por comportamentos que não tínhamos ou não podíamos adotar quando éramos mais jovens".

Onde a vida dura mais

A qualidade do cotidiano em certas regiões da Europa favorece diretamente uma vida mais longa.

Espanha e Suíça são exemplos em que a prosperidade se traduz em serviços públicos mais eficientes. Nesses locais, o estresse é reduzido e o bem-estar coletivo acaba sendo priorizado pela sociedade.

Guérin argumenta que vivemos mais em áreas onde as coisas vão bem. "Talvez também queiramos viver mais nesses lugares, justamente porque tudo está indo bem", disse.

Em contrapartida, países com fragilidades sociais e desigualdades no sistema de saúde enfrentam uma queda acentuada na expectativa de vida.

Conexões que salvam vidas

Cultivar relacionamentos humanos é tão importante quanto manter uma dieta equilibrada ou fazer academia.

O sociólogo enfatiza que a conexão com os outros gera uma base sólida de proteção. O isolamento, nesse sentido, age como um veneno que acelera o envelhecimento biológico e emocional.

Ele afirma com convicção: "Quanto mais conectados estivermos, mais seguros nos sentiremos. E, quanto mais diversificados forem os nossos relacionamentos, melhor para nós".

Portanto, estar inserido em grupos diversos ajuda a manter o cérebro ativo e o coração mais saudável.

A oscilação da qualidade de vida

O aumento da longevidade mundial não é garantido e pode sofrer variações conforme o contexto.

Estudos mostram que a segurança econômica e os vínculos sociais são fundamentais para manter os avanços. Sem essas condições, os hábitos individuais podem não ser suficientes para evitar retrocessos na saúde.

Embora os 55 anos marquem um ponto de reflexão, eles não são uma sentença definitiva.

Essa idade permite enxergar com clareza o que precisa ser mudado para melhorar o amanhã. Assim, pequenas alterações na rotina hoje podem garantir muitos anos extras de vitalidade e alegria.