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Cresce preocupação após biólogos descobrirem pesticida que acelera o envelhecimento

Estudo na revista Science mostra o perigo de agrotóxico para a biodiversidade em lagos contaminados

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 08:00

Biólogos analisaram peixes expostos a agrotóxico comum e apontaram risco mesmo em contato prolongado com baixa dose Crédito: Freepik

A revista Science publicou resultados alarmantes sobre a contaminação química nos ambientes aquáticos. A pesquisa demonstra que a presença de agrotóxicos interfere severamente no ciclo de vida de animais que vivem na água.

O foco do estudo foi a exposição ao clorpirifós, um pesticida comum que acelera o envelhecimento biológico. Os animais sofrem impactos negativos que podem variar conforme o tempo e o nível de exposição aos poluentes.

1º) Pepino. Das 217 amostras de pepino analisadas, 99 foram consideradas insatisfatórias - o que corresponde a 45,62% do total. Dentre as amostras com problemas, 66 tinham resíduos não permitidos para cultura, 21 tinham mais do que o Limite Máximo de Resíduos (LMR) e 12 tinham tanto um quanto o outro. Das substâncias, 16 amostras com resíduos de tiametoxam acima do permitido. por Pexels

Para comprovar a teoria, biólogos realizaram testes laboratoriais e observações diretas em lagos chineses. Eles acompanharam o peixe-observador-do-céu para verificar como a genética dessas espécies reagia ao produto químico.

Como o DNA é afetado

Certamente, a descoberta mais chocante envolve os telômeros, que são as capas de proteção do código genético. O agrotóxico faz com que essas estruturas diminuam, impedindo que as células se renovem de maneira eficiente.

Dessa forma, o corpo do animal demonstra sinais claros de senescência antes do tempo esperado. Isso significa que peixes jovens perdem suas funções vitais como se fossem espécimes muito antigos e desgastados pelo tempo.

O acúmulo de lipofuscina

Outro ponto crítico é o acúmulo de uma proteína chamada lipofuscina dentro dos tecidos infectados. Como o sistema interno não digere esse nutriente, ele passa a agir negativamente no funcionamento básico do organismo vivo.

Rohr descreve esse acúmulo como um “lixo” celular que prejudica a saúde geral da fauna aquática. Assim, os peixes que vivem em lagos contaminados aparentam ter uma idade superior àquelas de ambientes totalmente saudáveis.

Restrições internacionais ao produto

É importante destacar que o clorpirifós já é uma substância banida em diversos mercados internacionais importantes. Apesar disso, sua aplicação continua intensa em grandes potências agrícolas que ainda não adotaram o veto.

Em resumo, o estudo reforça que mesmo exposições leves podem trazer danos permanentes aos tecidos vivos. A comunidade científica agora espera que esses dados ajudem a pressionar por mudanças nas leis de uso de defensivos.