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Fernanda Varela
Publicado em 4 de fevereiro de 2026 às 05:00
Um jovem britânico de 19 anos transformou uma experiência pessoal em um negócio milionário no setor de tecnologia e bem-estar digital. Criador do aplicativo Quittr, Alex Slater afirma que a plataforma surgiu a partir dos impactos que o consumo excessivo de pornografia teve em sua própria vida. Lançado há pouco mais de um ano, o app já ultrapassou 1 milhão de downloads em mais de 120 países e soma cerca de 150 mil usuários ativos por dia.>
Vício em pornografia e excesso de masturbação são problemas reais
A ideia começou a ganhar forma após uma conversa informal em San Francisco com o americano Connor McLaren, de 23 anos. “O desejo dos dois era criar uma solução para um dos problemas mais graves da modernidade, o vício em pornografia”, relatou Slater em entrevistas à imprensa internacional. Com um investimento inicial de cerca de US$ 3 mil, o aplicativo faturou aproximadamente US$ 30 mil logo no primeiro mês.>
Atualmente, o Quittr gera uma receita mensal estimada em US$ 500 mil, cerca de R$ 2,7 milhões, por meio de um modelo de assinatura anual de £ 29,99, equivalente a aproximadamente R$ 190. O aplicativo oferece recursos como bloqueio de sites pornográficos, metas gamificadas, exercícios de mindfulness, fórum de apoio entre usuários, chatbot com inteligência artificial e um chamado “botão de pânico”, que vibra o celular e ativa a câmera frontal quando o usuário relata risco de recaída.>
“Olhe para você. Por que você está fazendo isso? Você tem objetivos pelos quais precisa lutar”, descreveu Slater ao explicar o funcionamento do recurso que confronta o usuário com a própria imagem. Segundo ele, a proposta do Quittr não é apenas interromper um hábito, mas promover uma mudança mais ampla. “Não se trata apenas de largar a pornografia, mas de recuperar confiança, melhorar relacionamentos e abrir espaço para novas oportunidades”, afirmou.>
Em entrevistas, o jovem empreendedor também critica a hipersexualização nas redes sociais e na mídia. “As pessoas usam pornografia para preencher um vazio na vida, mas, na verdade, é a pornografia que cria esse vazio”, declarou. Para Slater, o fácil acesso ao conteúdo torna o vício ainda mais difícil de combater. “É grátis, todo mundo tem um celular. Instintivamente, queremos sair e encontrar alguém, mas como temos o telefone na mão, a pornografia vira o caminho mais fácil”, disse.>
O criador do aplicativo afirma que sua jornada pessoal de autoaperfeiçoamento foi influenciada por leituras e conteúdos ligados à disciplina, saúde mental e mudança de hábitos, incluindo ideias associadas ao psicólogo canadense Jordan Peterson. “Sempre tive muita motivação porque percebo muitas coisas sobre a sociedade que quero melhorar e não quero ficar esperando que outras pessoas resolvam por mim”, afirmou.>
O crescimento do Quittr também mudou a vida financeira do jovem. Segundo reportagens internacionais, Slater vive atualmente em uma mansão no sul de Miami, avaliada em cerca de US$ 10 milhões. Ainda assim, ele afirma que grande parte do faturamento é reinvestida no negócio. “O objetivo é continuar crescendo. É ótimo ter um negócio de sucesso e, ao mesmo tempo, ajudar milhares de pessoas”, declarou.>
Com um público majoritariamente jovem, incluindo usuários menores de 18 anos, o aplicativo também levanta debates sobre saúde mental, tecnologia e cultura digital. Para especialistas, o sucesso da plataforma reflete uma demanda crescente por ferramentas de controle de hábitos online, ao mesmo tempo em que reacende discussões sobre os impactos sociais e os limites desse tipo de iniciativa no longo prazo.>
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