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Fernanda Varela
Publicado em 11 de junho de 2026 às 00:30
Em uma sociedade que valoriza diplomas, especializações e conhecimento técnico, é fácil acreditar que respostas e métodos são suficientes para lidar com a complexidade humana. A reflexão atribuída a Carl Jung lembra que existe algo que nenhuma teoria pode substituir: a capacidade de se conectar verdadeiramente com outra pessoa.>
10 curiosidades sobre Carl Jung
Conhecido por seus estudos sobre o inconsciente, os arquétipos e o desenvolvimento da personalidade, Jung acreditava que o encontro humano possui um valor transformador. Para ele, compreender alguém exige mais do que conhecimento intelectual; exige presença, sensibilidade e disposição para ouvir.>
A reflexão continua extremamente atual em uma época marcada por interações rápidas, excesso de informação e relações cada vez mais mediadas por telas. Em muitos casos, as pessoas não procuram soluções imediatas, mas alguém que seja capaz de compreender aquilo que estão vivendo.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. Uma conversa sincera entre amigos, o acolhimento diante de uma dor, a escuta sem julgamentos ou a capacidade de oferecer apoio sem tentar controlar ou corrigir o outro.>
O pensamento psicológico não diminui a importância do conhecimento ou da técnica. A ideia central está mais ligada ao reconhecimento de que, por trás de qualquer profissão ou papel social, continuam existindo seres humanos buscando compreensão e conexão.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam reflexões como essa à empatia, à inteligência emocional e à construção de vínculos significativos.>
Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada décadas depois. Em um tempo em que o conhecimento está cada vez mais disponível, Jung lembra que algumas das experiências mais transformadoras da vida ainda acontecem no encontro genuíno entre duas pessoas.>
* Algumas frases históricas atribuídas a psicólogos e pensadores podem apresentar diferentes traduções ao longo dos anos. Ainda assim, o pensamento central segue amplamente associado ao autor em obras, registros e interpretações acadêmicas.>