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Publicado em 8 de junho de 2026 às 01:00
Em uma sociedade que valoriza conquistas, patrimônio, status e reconhecimento, muitas pessoas acabam construindo a própria identidade sobre aquilo que possuem. O emprego, o dinheiro, a aparência, os bens materiais ou até a aprovação dos outros passam a funcionar como uma medida de valor pessoal. A reflexão de Erich Fromm atravessou décadas justamente porque questiona essa lógica.>
10 curiosidades sobre Erich Fromm
Conhecido por suas análises sobre felicidade, amor e comportamento humano, Fromm acreditava que existe uma diferença fundamental entre "ter" e "ser". Para ele, quando uma pessoa baseia sua identidade apenas em posses, conquistas ou títulos, corre o risco de perder a própria referência quando essas coisas desaparecem.>
A reflexão continua extremamente atual em uma época marcada por comparação constante, redes sociais e pressão por sucesso. Em muitos casos, a autoestima passa a depender de fatores externos que podem mudar a qualquer momento.>
Na prática, isso aparece em situações comuns do cotidiano. A perda de um emprego, o fim de um relacionamento, dificuldades financeiras ou mudanças de status social que fazem alguém questionar o próprio valor.>
O pensamento psicológico não condena conquistas ou ambição. A ideia central está mais ligada à necessidade de construir uma identidade baseada em características internas, valores, princípios e experiências, e não apenas em bens ou reconhecimento externo.>
Especialistas em comportamento frequentemente relacionam reflexões como essa à autoestima saudável e à importância do autoconhecimento para enfrentar mudanças inevitáveis da vida.>
Talvez seja justamente por isso que a frase continue sendo compartilhada décadas depois. Em um tempo em que muitas pessoas são incentivadas a mostrar o que têm, Fromm convida a uma pergunta mais profunda: quem permanece quando tudo aquilo que possuímos deixa de existir?>
* Algumas frases históricas atribuídas a psicólogos, filósofos e pensadores podem apresentar diferentes traduções ao longo dos anos. Ainda assim, o pensamento central segue amplamente associado ao autor em obras, registros e interpretações históricas.>