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Gelada e saborosa: as 3 cervejas brasileiras que estão na lista das melhores do mundo

Rótulos conquistam ouro no maior concurso cervejeiro do planeta

  • Foto do(a) author(a) Agência Correio
  • Agência Correio

Publicado em 4 de abril de 2026 às 07:00

Premiação internacional reforça força das microcervejarias do Brasil
Premiação internacional reforça força das microcervejarias do Brasil Crédito: Freepik

O Brasil acaba de conquistar um espaço de destaque no mapa global da cerveja. Três rótulos artesanais nacionais foram eleitos entre os melhores do planeta após vencerem categorias importantes de uma das maiores competições do setor.

O reconhecimento veio na edição de 2025 do World Beer Cup, realizada nos Estados Unidos. O resultado surpreendeu até especialistas e reforça a qualidade crescente das cervejarias independentes brasileiras.

O lúpulo da cerveja é rico em antioxidantes que protegem suas células e sua saúde por Shutterstock

Mais do que medalhas, o feito indica uma mudança de percepção. O País, antes visto apenas como consumidor, agora passa a ser reconhecido como produtor de excelência, capaz de disputar de igual para igual com tradicionais escolas cervejeiras.

Receitas autorais e identidade brasileira

Nos últimos anos, o mercado de cervejas artesanais cresceu rapidamente no Brasil. Pequenos produtores investiram em técnicas refinadas, fermentações longas e ingredientes locais, criando rótulos com identidade própria e sabores marcantes.

Esse movimento chamou a atenção de jurados internacionais, que passaram a observar com mais interesse o que sai das fábricas brasileiras. A diversidade climática e agrícola do país virou vantagem competitiva na criação de estilos únicos.

Em 2025, o reconhecimento atingiu um novo patamar. Três cervejas nacionais conquistaram medalha de ouro no concurso organizado pela Brewers Association, entidade que representa cervejarias independentes dos EUA.

Dois ouros vindos do sul do país

A 277 Craft Beer, de Foz do Iguaçu, levou duas medalhas. A Quadruppel 277 venceu na categoria Belgian-Style Strong Specialty Ale, um estilo escuro e encorpado inspirado nas tradicionais cervejas belgas mais potentes.

O diferencial está na maturação: a bebida envelhece por 12 meses em barris de castanheira que já armazenaram cachaça. O uso de melado na receita adiciona notas complexas, lembrando frutas secas e vinho do Porto.

A mesma cervejaria também venceu na categoria Gose com a Canoa Quebrada. Clara e levemente ácida, ela recebe caju na composição, criando um equilíbrio entre frescor, acidez e um discreto toque salino que conquistou os jurados.

Refrescante, sem álcool e também campeã

A terceira medalha de ouro foi para a Melancia SOUR’n Salt, da Sim! Cerveja, de Campinas. O rótulo venceu na categoria de cervejas especiais sem álcool, mostrando que sabor e leveza podem andar juntos.

Levemente turva e avermelhada, a bebida combina melancia e hibisco, resultando em um perfil refrescante com acidez equilibrada e toque salgado. Segundo a marca, harmoniza especialmente bem com frutos do mar e pratos leves.

A cervejaria é dedicada exclusivamente a rótulos sem álcool produzidos em planta própria. No Brasil, bebidas dessa categoria podem ter até 0,5% de teor alcoólico, e essa versão apresenta apenas 0,3%, mantendo o frescor sem pesar.

O desempenho brasileiro impressiona ainda mais diante da dimensão do concurso, que reuniu milhares de rótulos de dezenas de países. Mesmo com concorrência forte, as cervejas nacionais conquistaram o reconhecimento máximo.