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Agência Correio
Helena Merencio
Publicado em 10 de março de 2026 às 14:00
Estudos recentes mostram que mudanças simples na alimentação podem influenciar a progressão do câncer de fígado. >
Cientistas afirmam que reduzir a ingestão de proteína diminui a produção de substâncias usadas pelas células tumorais para crescer, o que pode desacelerar a evolução da doença.>
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Pesquisadores da Universidade Rutgers lideraram a investigação, publicada na revista Science Advances. >
Experimentos realizados em modelos animais revelaram que dietas com menor teor de proteína retardaram o desenvolvimento de tumores hepáticos.>
A pesquisa analisou de que forma o metabolismo do fígado contribui para o crescimento do câncer. >
Os resultados indicam que ajustes na dieta podem alterar o ambiente metabólico, tornando-o menos favorável à multiplicação das células tumorais.>
Câncer hepático está entre os tipos mais letais e costuma ser detectado tardiamente. >
Estatísticas internacionais apontam que ele está entre os tumores mais comuns e também entre os que mais causam mortes.>
Fatores nutricionais e metabólicos têm sido estudados para compreender seu impacto na doença. >
Dentro desse contexto, o consumo de proteína surge como elemento relevante, já que pode influenciar diretamente o crescimento tumoral.>
Durante a digestão de proteínas, o corpo produz amônia, normalmente convertida em ureia pelo fígado e eliminada. >
Pacientes com função hepática comprometida podem apresentar acúmulo dessa substância, que acaba sendo utilizada pelas células cancerígenas como fonte de energia.>
Experimentos mostraram que animais alimentados com menor quantidade de proteína tiveram produção reduzida de amônia, crescimento tumoral mais lento e maior tempo de sobrevivência. >
Esses achados ajudam a explicar como mudanças na alimentação podem interferir na progressão do câncer.>
Sistemas metabólicos do fígado são responsáveis por eliminar resíduos como a amônia. >
Quando esse processo falha, compostos nitrogenados se acumulam e modificam o ambiente celular, favorecendo o crescimento tumoral, especialmente em pessoas com doenças hepáticas preexistentes.>
Compreender esse mecanismo oferece pistas sobre como intervenções dietéticas podem impactar a evolução da doença, fornecendo bases para novas pesquisas.>
Apesar dos resultados promissores, estudos clínicos em humanos ainda são necessários para confirmar os efeitos observados em modelos animais. Especialistas alertam que mudanças na dieta não devem ser feitas sem supervisão médica.>
Em casos de câncer, manter a ingestão adequada de proteína é essencial para preservar massa muscular e força, fatores importantes durante o tratamento.>
Doenças crônicas do fígado e condições metabólicas estão associadas ao desenvolvimento do câncer hepático; entre os fatores mais comuns estão hepatite B ou C, cirrose, doença hepática gordurosa, consumo excessivo de álcool, obesidade e diabetes.>
Inflamação crônica no fígado também pode gerar alterações celulares que favorecem o surgimento de tumores. >
Estratégias de prevenção envolvem controle dessas condições e acompanhamento médico regular.>
Não. A pesquisa sugere que a redução pode retardar o crescimento do tumor, mas não impede o surgimento da doença.>
A digestão de proteínas gera amônia. Em pessoas com função hepática comprometida, a substância pode se acumular e alimentar as células cancerígenas.>
Até o momento, a maior parte das evidências vêm de estudos laboratoriais e modelos animais. Esses ensaios clínicos ainda são necessários para confirmar os efeitos em pacientes.>