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Heider Sacramento
Publicado em 20 de março de 2026 às 19:00
O contrato firmado entre a Globo e os participantes do BBB 26 voltou ao centro das atenções após o processo movido por Pedro Henrique Espíndola contra a emissora. O ex-brother pede cerca de R$ 4,2 milhões na Justiça e questiona cláusulas do acordo, trazendo à tona detalhes pouco conhecidos sobre as regras do reality. >
A ação judicial foi motivada após a saída conturbada de Pedro do programa, que ocorreu depois de um episódio investigado como importunação sexual. A emissora rescindiu o contrato e decidiu não pagar qualquer valor ao participante, alegando “conduta inadequada gravíssima”.>
Mas afinal, o que prevê esse contrato?>
O valor pago aos participantes chama atenção por ser relativamente baixo diante do faturamento bilionário do programa. Em geral, o cachê inicial gira em torno de pouco mais de R$ 10 mil pela participação, podendo variar conforme a dinâmica de entrada no reality. Além disso, há um bônus semanal modesto para cada semana em que o participante permanece no jogo.>
Mesmo com o alto volume de publicidade dentro da casa, os brothers não recebem pelas ações comerciais exibidas durante o programa. Toda a receita gerada com patrocínios e campanhas pertence integralmente à Globo, o que faz do BBB um dos produtos mais lucrativos da televisão brasileira.>
Saiba os signos dos participantes do BBB 26
Outro ponto central do contrato é a exclusividade. Durante a vigência do acordo, os participantes não podem fechar contratos publicitários por conta própria nem participar de conteúdos em outras emissoras sem autorização. A Globo também passa a gerenciar a imagem dos confinados, inclusive após o término do programa, por meio de contratos de representação.>
A cessão de imagem é ampla e irrestrita. O participante autoriza o uso de sua voz, imagem e até características pessoais para conteúdos futuros, incluindo projetos comerciais e tecnológicos. Esse tipo de cláusula garante à emissora liberdade total para explorar o conteúdo gerado dentro do reality.>
O documento também prevê regras rígidas de comportamento. Em casos considerados graves, como agressões ou atitudes ilegais, a emissora pode rescindir o contrato imediatamente e cortar qualquer pagamento, como ocorreu com Pedro.>
Outro trecho que chama atenção envolve o isolamento dos participantes. A comunicação com o mundo externo é restrita e, mesmo em situações delicadas, como morte de familiares, a decisão de informar ou não depende exclusivamente da produção.>
O sigilo é outro ponto sensível. As cláusulas de confidencialidade são permanentes, ou seja, continuam válidas mesmo após o fim do programa. Caso o participante revele informações internas, pode ser penalizado com multas que chegam a valores milionários.>
No processo, a defesa de Pedro alega que houve quebra de contrato, danos à imagem e tratamento desigual em relação a outros participantes. Já a Globo, até o momento, não comentou oficialmente o caso.>