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Felipe Sena
Publicado em 8 de abril de 2026 às 16:59
Nesta quarta-feira (8), Jasvenn Sangha, conhecida como “Rainha da cetamina” que confessou cinco crimes ligados ao tráfico de drogas, foi condenada a 15 anos de prisão por envolvimento na morte do ator Matthew Perry. A informação foi divulgada pelo g1, com informações da Reuters. >
A sentença foi definida pela juíza federal Sherilyn Garnett, que aplicou uma punição superior aplicada aos outros quatro envolvidos no caso, entre eles dois médicos.>
Matthew Perry, ator de Friends
O ator que deu vida a Chandler Bing, em “Friends” foi encontrado morto aos 54 anos em sua casa, na Califórnia, em 2023. Um relatório da autópsia concluiu que Perry morreu por “efeitos agudos da cetamina”, que, quando combinados com outros fatores, fizeram com que o ator perdesse a consciência e se afogasse em uma banheira de hidromassagem.>
Em setembro de 2025, Sangha assumiu que operava, em sua casa em North Hollywood, um ponto de armazenamento e distribuição de substâncias ilícitas.>
De acordo com o g1, autoridades afirmaram que o ator fazia tratamento com infusões de cetamina para depressão e ansiedade em uma clínica, onde teria desenvolvido uma nova dependência.>
Depois ter o aumento da dose negado pelos médicos, Perry buscou alternativas ilegais. Depois disso, Sangha confessou ter repassado 51 frascos de cetamina a um intermediário. Erik Fleming, que fez a substância chegar até o ator através de seu assistente pessoal, Kenneth Iwamasa.>
Segundo a acusação, Kenneth aplicou ao menos três doses de cetamina, usando substâncias fornecidas por Sangha, no dia da morte de Perry.>
Sangha ainda reconheceu que tinha conhecimento de que os frascos vendidos ao intermediário Erik Fleming seriam destinados a Perry. Além disso, admitiu ter comercializado cetamina para outra pessoa, em agosto de 2019, que morreu poucas horas após em decorrência de uma overdose.>
Matthew Perry já havia falado abertamente sobre a dependência química, detalhado em sua autobiografia “Amigos, Amores e Aquela Coisa Terrível” (2022), revelando uma batalha de décadas marcada por internações, dor física e o esforço para esconder o vício enquanto trabalhava em “Friends”. Perry descreveu o vício com “aquela coisa terrível” e buscou, com o livro, ajudar outras pessoas.>