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Documentário celebra vida e legado do ator baiano Wilson Mello

Com direção de Júlio Góes, filme estreia em Salvador com sessões especiais

  • Foto do(a) author(a) Carol Neves
  • Carol Neves

Publicado em 18 de novembro de 2025 às 13:00

Wilson Mello
Wilson Mello Crédito: Arquivo

O ator Wilson Mello (1933–2010), figura mítica da cena cultural de Salvador, ganha uma homenagem no documentário “Minha Cuba, Minha Máxima Cuba”, dirigido por Júlio Góes. O longa estreia nesta quinta-feira (20), no Cinema do Museu, no Corredor da Vitória, com duas sessões especiais, às 19h e 20h45, e a presença do diretor e de parte da equipe.

Conhecido pelo humor afiado e pela presença cênica inconfundível, Mello marcou quase cinco décadas de teatro e cinema. O documentário resgata essa trajetória através de imagens raras, trechos de espetáculos, filmes e depoimentos de grandes nomes da cultura baiana, como José Walter Lima, Paulo Dourado e Cleise Mendes.

O nome do filme vem de uma das frases mais conhecidas do ator: “Minha Cuba, Minha Máxima Cuba”, seu jeito peculiar de pedir a bebida preferida, a tradicional Cuba Libre. A brincadeira com a expressão religiosa “mea culpa, mea maxima culpa” sintetiza o espírito debochado, livre e profundamente humano de Mello.

Wilson Mello por Reprodução

Uma carreira que atravessou gerações

Mello foi um dos pilares do teatro moderno na Bahia. Estreou profissionalmente em 1964, na inauguração do Teatro Vila Velha, com a peça Eles Não Usam Black Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, dirigida por João Augusto Azevedo, um marco na história teatral do estado.

Atuou em montagens icônicas como Quincas Berro d’Água (1972 e 1996), Lábios que Beijei (com Nilda Spencer), Horário de Visitas, A Vida de Eduardo II, Ensina-me a Viver e O Terceiro Sinal, seu último trabalho nos palcos, em 2008.

No cinema, o ator integrou elencos de produções consagradas, entre elas Dona Flor e Seus Dois Maridos (1975), Tenda dos Milagres (1977), Jubiabá (1987), Tieta do Agreste (1996), Cascalho (2004), Eu Me Lembro (2005) e Jardim das Folhas Sagradas (2009).

O olhar do diretor

Júlio Góes, que tem formação e carreira nas artes cênicas, dedicou cinco anos de pesquisa ao projeto, reunindo arquivos, memórias e depoimentos. Inspirado em referências como A Entrevista, de Fellini, e nas composições de Shostakovich e Rachmaninoff, o diretor constrói uma narrativa poética que mescla realidade e invenção.

“Wilson Mello surgiu como uma figura de destaque na vida artística baiana nos anos 60, num paraíso urbano repleto de memórias e sensações. Com sua simpatia tonitruante, seduzia com afeto e gentileza. Resgatar sua história é preservar a memória antropológica, estética e cultural do nosso povo”, afirma Góes.

O longa é uma realização da VPC CinemaVídeo, em coprodução com Abará Filmes e Og CineLab, dentro da Série Longas Bahia, que inclui títulos como 1798 – Revolta dos Búzios e Brazyl, uma Ópera Tragicrônica.

A distribuição tem financiamento da Lei Paulo Gustavo – Bahia, por meio da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e do Ministério da Cultura (MinC), com apoio da Ancine/BRDE/FSA e do Governo Federal.

SERVIÇO

O quê: Estreia do documentário “Minha Cuba, Minha Máxima Cuba”

Direção: Júlio Góes

Data: 20 de novembro de 2025

Sessões: 19h e 20h45 (com presença do diretor e equipe)

Local: Cinema do Museu – Corredor da Vitória, Salvador

Gênero: Documentário | Longa-metragem | Brasil, 2025

Produção: VPC CinemaVídeo

Coprodução: Abará Filmes e Og CineLab

Distribuição: Abará Filmes

Tags:

Documentarista