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Veja como esfoliar a pele corretamente sem a danificar

Dermatologista explica como alguns cuidados são importantes com esse tipo de procedimento

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Publicado em 3 de maio de 2024 às 12:28

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A esfoliação pode deixar a pele mais suave e radiante (Imagem: popcorner | Shutterstock) Crédito:

A esfoliação é tida como uma etapa essencial na rotina de skincare de muitas pessoas. Isso porque é um procedimento que visa remover as células mortas e impurezas da camada superficial, revelando uma pele mais macia, suave e radiante por baixo. No entanto, é necessário muito cuidado para não causar danos à pele.

“A esfoliação remove o estrato córneo, retirando células mortas, detritos, restos de epitélio, sebo e resíduos que muitas vezes ficam mais aderidos à superfície cutânea. Por isso, o ideal é que esse processo seja realizado no outono e no inverno, pois a baixa incidência do sol ajuda a prevenir problemas que podem ser causados por essa renovação das células mais superficiais da pele”, explica a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da American Academy of Dermatology.

Além disso, conforme explica a médica, o esfoliante ajuda a combater as agressões intensas causadas na pele pelo sol durante o verão. “O esfoliante também torna a pele mais fina, macia e receptiva à hidratação, o que é muito importante no inverno, quando o tecido cutâneo tende a sofrer mais com ressecamento”, afirma.

Peles que se beneficiam da esfoliação

Nem todos os tipos de pele se beneficiam da esfoliação – e é necessário um olhar atento quanto à periodicidade e ao uso de outros tipos de produtos por aqueles que usam o esfoliante. Segundo a Dra. Claudia, a pele seca, por exemplo, não necessita de esfoliação.

“O esfoliante também não deve ser usado em pele sensibilizada, no pós-procedimento e no mesmo dia de uso de ácidos para não irritar ou promover um processo de dermatite de contato com o próprio ácido”, destaca a médica.

Por outro lado, peles mais oleosas, hiperqueratinizadas, envelhecidas e que apresentam sujidades ou necessitam de uma limpeza mais profunda com ação de renovação celular se beneficiam da esfoliação, de acordo com a dermatologista.

Cuidados com a esfoliação da pele

Com relação à periodicidade, uma pele mais oleosa deve ser esfoliada duas vezes por semana. Na normal, o processo pode ser feito uma vez por semana, no máximo, para fazer a remoção das células mortas. Se o processo for realizado em exagero, é capaz de danificar a barreira da pele.

“Uma das funções da pele é de barreira, camada protetora do nosso corpo. Tecnicamente falando, essa camada protetora é chamada estrato córneo, a camada mais externa da epiderme, que serve como um anteparo, evitando contaminações do meio externo com o interno. Mas muitos hábitos de vida, incluindo uso de produtos inadequados, interferem na barreira da pele, enfraquecendo as células e sua coesão, o que nos torna mais suscetíveis”, explica a Dra. Claudia Marçal.

O modo como a esfoliação é feita também pode causar danos à barreira da pele, com aparecimento de feridas, dores e até cicatrizes. “Outra questão importante é para não utilizar também esfoliantes indicados para o corpo no rosto, pois os esfoliantes corporais têm partículas maiores e veículos mais pesados, podendo tornar a pele da face avermelhada, sensível e mais oleosa”, diz a dermatologista.

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O esfoliante deve ser aplicado em movimentos circulares na pele (Imagem: fizkes | Shutterstock) Crédito:

Como usar o esfoliante na pele?

A Dra. Claudia Marçal lembra que os esfoliantes devem ser aplicados de preferência à noite, após a higienização da pele. “O produto deve ser massageado levemente com movimentos circulares. O esfoliante pode ser deixado na pele por dois a três minutos, principalmente se contar com ativos anti-idade ou anti-inflamatórios”, explica. Logo após, deve-se fazer a remoção desse esfoliante com água em temperatura ambiente.

Hidratação após a esfoliação

O que você faz após a esfoliação também conta para a saúde da pele. “Nessa etapa, a hidratação do rosto é essencial, pois ao realizar o processo, ocorre uma remoção parcial da camada córnea e do manto hidrolipídico. Com isso, há uma perda da integridade da barreira cutânea, o que pode causar sensibilidade, irritação e efeito rebote com produção anormal de gorduras em resposta fisiológica à agressão sofrida”, afirma a especialista.

Por isso, a dermatologista explica que se deve sempre hidratar a pele com substâncias capazes de reter a molécula de água. “O veículo escolhido deve ser adequado ao tipo de pele, variando desde um leve sérum até um creme nutritivo de alto perfil lipídico”, destaca.

Escolhendo o esfoliante ideal

Escolher o esfoliante facial correto é essencial para manter a saúde da pele. A Dra. Cláudia Marçal enfatiza a importância de evitar aqueles com partículas abrasivas que podem causar microfissuras e desequilibrar a barreira cutânea. Por isso, ela recomenda o uso de esfoliantes com partículas de tamanho pequeno ou médio, preferencialmente de origem natural. “O ideal é que o esfoliante tenha partículas uniformes, como o rice exfoliator ou as sementes de apricot”, destaca.

Por Guilherme Zanette