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Maysa Polcri
Publicado em 13 de maio de 2026 às 15:30
A Justiça da Bahia condenou a gestora de um lar de idosos a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão pelos crimes de omissão de assistência, exposição a perigo e maus-tratos cometidos contra pessoas acolhidas. Em outubro do ano passado, o Lar Sagrada Família, no bairro de Alto de Coutos, em Salvador, foi alvo de uma operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e da Vigilância Sanitária. >
A gestora da instituição de longa permanência, Luzania Silva Oliveira, foi condenada após denúncia apresentada pelo MP. Conforme a investigação, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, a acusada manteve 19 pessoas, oito delas idosas e 11 menores de 60 anos de idade, em condições consideradas “desumanas e degradantes”. >
De acordo com as apurações, os residentes eram privados de alimentação adequada, higiene e cuidados indispensáveis, situação que resultou em lesões corporais e outras violações de direitos. >
Ainda segundo a denúncia, Luzania retinha cartões bancários vinculados a benefícios previdenciários e assistenciais dos acolhidos, apropriando-se indevidamente dos valores recebidos pelas vítimas. Ela havia sido presa em flagrante e permaneceu custodiada preventivamente até o julgamento. >
Durante a operação realizada em outubro, equipes do MPBA, da Vigilância Sanitária e profissionais de saúde constataram irregularidades no local, como quartos em condições precárias, com camas e colchões impregnados de urina e fezes, ausência de fraldas e materiais básicos de higiene, escassez de alimentos, medicamentos vencidos e equipe técnica insuficiente para atender os residentes. >