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Maysa Polcri
Publicado em 13 de maio de 2026 às 15:51
O Hospital Municipal Veterinário de Salvador, no bairro de Canabrava, conta a partir de agora com um consultório especializado em esporotricose. A doença é caracterizada por uma micose causada por fungos e transmitida principalmente de gatos para humanos. >
O serviço, realizado pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS), por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), passa a funcionar como novo ponto de atendimento para casos suspeitos da doença na capital.>
Inicialmente, o consultório no Hospital Veterinário funcionará uma vez por semana, com 13 atendimentos diários, realizados exclusivamente mediante agendamento pelo telefone 156.>
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A Bahia viveu uma crescente no número de contágios, saltando de 269 casos em 2021 para um pico de 996 casos em 2024, o que representa um aumento de quase 370%, como mostrou reportagem do CORREIO. Embora 2025 tenha mostrado uma leve estabilização, com 951 casos, o patamar segue sendo considerado alto. Até março deste ano, eram 98 casos.>
De acordo com a vereadora e defensora da causa animal Marcelle Moraes (União), que participou das articulações para a implantação do serviço, a medida é um avanço para a capital baiana.>
“A esporotricose é uma zoonose séria, que tem crescido de forma preocupante em Salvador e impacta diretamente a saúde animal e também a saúde pública. Esse consultório representa um avanço importante porque amplia o acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento especializado, algo que muitos tutores aguardavam há muito tempo”, afirmou.>
A esporotricose, conhecida popularmente como “doença do jardineiro”, é uma infecção causada por fungos e pode ser transmitida entre animais e humanos, sendo mais frequente em gatos. Entre os principais sintomas estão feridas na pele que não cicatrizam, exigindo acompanhamento especializado e tratamento contínuo.>
Na Bahia, a doença atinge majoritariamente as mulheres, com uma média de 64% dos casos entre 2021 e 2026. Em 2024, por exemplo, foram 650 infecções em mulheres contra 346 em homens.>
Ao contrário de muitas doenças, a esporotricose baiana não é comum na infância, concentrando-se no público adulto em idade produtiva e doméstica, com a faixa de 40 a 49 anos sendo a mais afetada (19% dos casos), seguida pelo grupo de 50 a 59 anos (17%).>