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MP pede suspensão de contratos de shows do São João de cidade na Bahia por cachês superfaturados

Pedido foi publicado no Diário da Justiça desta quarta-feira (13)

  • Foto do(a) author(a) Millena Marques
  • Millena Marques

Publicado em 13 de maio de 2026 às 16:00

Rey Vaqueiro e Léo Foguete
Rey Vaqueiro e Léo Foguete Crédito: Divulgação/Nathan Souza

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a suspensão imediata de contratos firmados pela Prefeitura de Paramirim, no centro sul da Bahia, para os festejos de Santo Antônio de 2026. A medida atinge, inicialmente, as contratações dos artistas Rey Vaqueiro e Léo Foguete, cujos cachês foram fixados em R$ 450 mil cada. A recomendação foi publicada no Diário da Justiça, nesta quarta-feira (13), assinada pelo promotor Victor de Araújo Fagundes. 

Segundo a recomendação expedida pela Promotoria de Justiça de Paramirim, os valores pagos aos artistas ultrapassam os parâmetros considerados razoáveis pela Nota Técnica Conjunta nº 01/2026, elaborada pelo MP-BA, Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA) e Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA). O documento orienta que os municípios utilizem como referência a média dos contratos realizados pelos artistas na Bahia durante os festejos juninos de 2025, com correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

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No caso de Rey Vaqueiro, o MP-BA aponta que a média de cachês pagos ao cantor em 2025 foi de R$ 280 mil. Corrigido pelo IPCA, o valor chegaria a R$ 290,3 mil, o que tornaria o contrato de Paramirim 60,71% superior ao parâmetro considerado razoável. Já em relação a Léo Foguete, a média de 2025 teria sido de R$ 350 mil, chegando a R$ 362,9 mil com atualização monetária. Para o órgão, o contrato firmado pelo município supera em 28,57% esse valor.

De acordo com o MP-BA, as apresentações dos artistas Rey Vaqueiro e Léo Foguete, previstas para os dias 10 e 11 de junho, foram contratadas pelo valor de R$ 450 mil cada. Ambos os contratos foram divulgados no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP).

A recomendação também cita a possível contratação da dupla Maiara e Maraisa, que, segundo o MP-BA, costuma cobrar valores acima de R$ 700 mil em apresentações na Bahia. O órgão afirma que, caso o contrato ultrapasse esse montante, o município deverá apresentar documentos que comprovem saúde financeira, disponibilidade de caixa e capacidade de pagamento sem comprometer serviços públicos essenciais.

Além disso, o Ministério Público afirmou que outras atrações anunciadas pela prefeitura nas redes sociais, como Waldonys, Marcynho Sensação, Vitinho Forró, Xodó da Bahia e Bonde da 51, não tiveram contratos localizados no Painel Nacional de Contratações Públicas (PNCP), como determina a Lei de Licitações.

O MP-BA deu prazo de cinco dias úteis para que a Prefeitura de Paramirim informe se irá acatar as medidas recomendadas e envie cópias integrais dos processos de inexigibilidade relacionados aos festejos juninos. O órgão alertou que o descumprimento poderá resultar em medidas judiciais e administrativas, além da apuração de eventual improbidade administrativa ou crime contra a administração pública.

A reportagem tenta contato com a Prefeitura de Paramirim. O espaço segue aberto.

Tags:

são João Shows Mp-ba